segunda-feira, novembro 27, 2006

Simples Assim

Li um texto muito bom na Revista do Globo esse domingo. Texto da Martha Medeiros, normalmente bem interessantes.
Essa semana falava sobre “O que a gente espera do amor?” Abaixo trechos do texto, com adaptações minhas.
Na verdade, como ela diz, o que esperamos soa ao delírio. Pois esperamos TUDO. Que sejamos apoiados e todas nossas decisões, que o sexo seja nada menos que exuberante, que jamais escutemos um não, que o humor se mantenha elevado, que adivinhem nossos pensamentos (e que não adivinhem quando eles puderem causar mágoas) que haja disposição para aceitar a todos os convites, que nunca cansemos do rosto, da voz, do jeito do outro, que dias passem leves e sejam sempre como foram os primeiros (famosos ditos por mim como dias de margarina), que o tédio jamais bata à porta, que não haja mal entendidos, que não se economize nos beijos, que a vida cumpra o prometido: ser uma festa constante.
De repente por esperar tanto, um verdadeiro mar de felicidade, a frustração em alguns casos, logo aparece.
Ele não vai topar ir a um show de dança e você então vai sozinha, e, sem pensar em revanche, aceitará dele um convite para assistir um show de uma banda que quase não conhece (mesmo que o lugar nem esteja pronto e você fique em cima de uma tábua de madeira no chão) e até vai se divertir com o programa (diversas pessoas pulando e gritando músicas ao seu redor e você com a sensação de estar em uma gangorra porque a tábua de madeira a fazia pular por inércia).
Ele não vai se vestir dentro dos padrões que você considera de bom gosto, mas vai impactá-la com uma originalidade à qual você não estava esperando.
Um dia ele não poderá te levar aquele restaurante que tanto queria ir, mas improvisará um jantar com queijos, pães e vinhos e você achará lindo e romântico.
Ele não vai dizer a frase certa na hora certa (Até dizer uma coisa quando pensava dizer outra e tentar consertar será até engraçado...) e ai você vai descobrir que nem sempre existem frases erradas.
Ele não vai gostar do que você gosta, e você não vai gostar de tudo o que ele gosta, e a criatividade para descobrir prazeres em comum dará a relação um caráter insuspeitado (como assistir Simpson e Grey-s Anatomy e depois querer debater o ocorrido, mas ele se recusa!)
“De um jeito bem mais simples, é possível amar aceitando o que é possível receber, sem sofrer pelo que foi sonhado em vão.
Não há como realizar nem metade do que idealizamos, e muito menos o tempo inteiro”
Temos é que aprender a ser feliz de uma maneira mais simples e mais divertida! Porque senão, quando nos dermos conta, o que era bom, passou!
Trilha do Fim de Semana:
"Jesus, don't cry. You can rely on me honey. You can combine anything you want. I'll be around. You were right about the stars, Each one is a setting sun. Tall building shake, Voices escape singing sad sad songs. Tuned to chords strung down your cheeks. Bitter melodies turning your orbit around.
Voices whine. Skyscrapers are scraping together. Your voice is smoking, Last cigarettes are all you can get. Turning your orbit around. Our love, Our love, Our love is all we have. Our love, Our love is all of God's money. Everyone is a burning sun" - Wilco

terça-feira, novembro 21, 2006

Para Relembrar

Abriram a primeira garrafa de vinho, sentados no deque. O céu estava estrelado, contribuindo para a noite que começava. Copos improvisados para o vinho, alguns petiscos de improviso e facilmente a conversa foi lançada.
Eram assuntos diversos e risos constantes.
Como quem não quer nada, um arrancava do outro, através de perguntas não objetivas aquilo que queriam saber. Uma maneira engraçada e divertida de saber do passado, sem causar ciúmes ou coisa parecida.
Quando se deram conta a primeira garrafa já estava terminada. Então partiram para a segunda.
Todo o processo de abrir a garrafa fazia parte da cena. Já riam do que nem tinha tanta graça, mas sabem como é; tem momentos que até o nada lhe parece divertido...
Começaram então a lembrar de histórias do passado, coisas que já tinham vivenciado juntos e até mesmo fatos ocorridos com cada um isoladamente.
Era uma conversa fácil, onde o tempo passava e não se davam conta das horas.
Era, de certa forma, um momento de tensão para ambos, pois seria a primeira vez que estariam a sós, fora do contexto habitual.
No fundo ela tinha certeza de que tudo daria certo. Se já dava certo anteriormente, porque não agora?!
Eles tem uma incrível característica de passar horas sozinhos e assuntos não irão faltar.
Falam da chuva e do bom tempo, falam da vida e do passado, falam de política e livros, culturas e amigos. Ela tenta aprender sobre músicas e bandas. Ele tenta uns passos de dança. E por aí vai.
Isso já faz um tempinho. Não sabe bem porque ela lembrou dessa história agora. Enquanto passeava pelas ruas do Leblon, as 8:30 da manhã dessa terça-feira, pós feriado. O tempo indefinido, não sabe se abre ou se chove.
Só sabe que é bom ter lembranças.
Lembranças de fatos que fazem parte dessa história que escreve.
E porque não?! É bom lembrar. É bom escrever para que no futuro, possa novamente, relembrar.
Trilha Sonora: "Do you wanna dance and hold my hand ? Tell me that I’m your man. Baby, do you wanna dance ? Do you wanna dance under the moonlight ? Squeeze and kiss me all through the night. Baby, do you wanna dance ? Do you wanna dance girl and hold my hand ? Tell me that I’m your man. Baby, do you wanna dance ? Do you wanna dance under the moonlight ? Love me girl all through the night Baby, do you wanna dance ? - jonny rivers

segunda-feira, novembro 13, 2006

"Pour Vous"


Não é propaganda enganosa, mas sim, todos nós, sempre, em algum momento, damos defeito.
Você já a conhecia faz tempo. Eram amigos. São grandes amigos.
Já a viu chorar, já a viu sofrer, embora ela tenha a péssima mania de querer parecer forte e agüentar todos os problemas em suas costas.
Mas a pouco tempo, uma coisa a fez desmoronar. E sem saber pedir ajuda ou explicar, guardou para si a confusão que formou-se em sua cabeça. Não aceita que sua cabeça, essa sim, tenha o poder de controlá-la de tal maneira. Não aceita suas medicações e efeitos colaterais. Não aceita com que sua cabeça a faça com que tenha medos, que tenha agonias, que se sinta mal, onde normalmente se sentiria absurdamente feliz e segura.
Aos poucos esta conhecendo um outro lado dessa menina. Um lado que ela tem “vergonha” de mostrar, de assumir. Ela não queria ser a mulher maravilha, mas não se incomodaria em chegar perto disso.
Ela adora ajudar aos outros, ouvir, dar conselhos. Gosta de estar junto, de participar. Torce pelos que gosta. Adora seus amigos. Adora sua família e mesmo brincando que sejam um pouco “loucos”, se diverte e muito de fazer parte desse contexto.
Ela odeia pensar que possam discutir e ainda mais aceitar que tenham discutido por tão pouco. Na verdade, viver a dois é uma arte e até que se conheça os costumes, manias e vontades de cada um, leva tempo. E esse tempo tem que ser valorizado, pois ele é a principal batalha em um relacionamento.
Ela sabe que tem tido seus altos e baixos, mas também esta lutando para controlá-los. Acredite.
“Você não imagina o quanto ela te quer e cada vez mais e você não poderia medir o quanto a vontade cresce e preenche e quanto sangue circula e quanto tempo ela seria capaz de passar ao seu lado, muda, calada.”
Você não tem noção do bem que a faz e de como é bom cada minuto. As brincadeiras, as “inside jokes”, o acordar, o dormir, o acordar de madrugada, os programas padrão... enfim...
“Você conhece o seu abraço e o seu beijo mais íntimo, mais guardado, você a sabe afetiva e conhece seus afagos.”
Você conhece suas vontades e seus desejos. Você já a viu cantar, já a viu dançar, você já a carregou para cama somente para fazê-la dormir. Você conhece e acompanha suas histórias mais íntimas não é de hoje. Você se diverte com suas frases mal humoradas e tenta a animar quando algo acontece.
Você não sabe o que representa para ela.
Agora, a conhece como namorada. O tempo fará com que se entendam e aceitem seus jeitos de ser e agir. E conversas farão se entender. E no dia seguinte... É, no dia seguinte vocês sabem deixar "rolar"...

sexta-feira, novembro 10, 2006

O Diabo do Ciso

Depois de uma noite inteira de insônia, perturbada por um objeto não convidado a frequentar minha boca, (não pensem besteira), o diabo do ciso, resolvi dar uma lida a respeito do tal impostor.
“Os terceiros molares, ou dentes de "ciso", são os últimos dos dentes permanentes a "aparecerem" na boca, fato que acontece quando o indivíduo está entrando na fase adulta, entre os 16 e os 20 anos de idade. Daí serem também conhecidos como dentes do juízo.”
Nessa fase da leitura começo a me questionar; o que faz um intruso retardado que resolve aparecer com 6 anos de atraso?! Me faz ficar com a cara do Kiko, falando de um jeito estranho e não de muito bom humor? Se é conhecido como dente do juízo, por onde andava o meu até agora?! Melhor pular essa etapa.
“Outra teoria que procura explicar esta falta de espaço nos arcos dentários é a teoria da evolução da espécie. Do homo sapiens para o homo erectus (homem moderno) grandes alterações nas estruturas óssea foram observadas.” Porque diabos então, já que somos teoricamente seres evoluídos, ainda temos que lidar com esses dentes malditos e sem função?
Na verdade não temos nada de evoluídos. Terei eu, que ir a uma clínica especializada em buco maxilo facial (bonito nome), deixar uma boa fatia do meu sagrado salário, para um esperto que teve a felicidade de escolher a profissão certa! Arrancar cisos de todos os seres ainda não evoluídos e assim garantir seu pé de meia.
Fica aqui uma dica para aqueles que ainda não escolheram suas profissões. Pensem duas vezes!!!
Cisos tem sua função!

quarta-feira, novembro 08, 2006

"Somos Nozes!"


Quando junta muita gente, num mesmo ambiente, com pensamentos diferentes, profissões diferentes, visões diferentes, imagina-se que poderá vir a ser uma tragédia.
Não quando esta cada um na sua, mas com alugma coisa em comum!
A extrema vontade de se divertir e ser feliz. O resultado é o melhor possível.
Apela-se até para Santa Clara. E claro, ela não decepciona.
Tem violão, marácas, chapelão, tem risada, tem jogo, tem robalheira. Tem beijo, tem fura olho, tem ressaca e tem dramim. Tem caipirinha, vinho, cerveja e até cachaça. Tem brinde, tem prenda, tem piada e histórias intermináveis. Tem churrasco, tem engov, muita água, muito sol e diversão. Tem gente que dorme na praia, gente que dorme no sofá, tem gente que nem lembra. Tem dança da manivela e até reggae em francês. Tem gente que pula, tem gente que cai, tem gente que faz!
Tem céu estrelado, tem chuva para desesperar, tem jogo anos 80 e mímica para completar. Tem bolo, com quem será e zoações para acompanhar.
Se a vida é feita de momentos de felicidades, dias de felicidades então, não tem preço. Exatamente como no comercial da Mastercard.
Claro que depois o “rombo” vem por email. Mas, como já dizia o Rappa, valeu a pena, eh eh...
Tem de tudo e mais um pouco quando o desejo é ser feliz.
Qualquer semelhança com dias de comercial de margarina , não é mera coincidência.
Às vezes dá vontade de mandar o tempo parar. Não passar. Não perder um minuto das butterflies que saltitam no estômago e transformam a vida em momentos de êxtases profundos. Se é paixão ou não, se é algo a mais ou não. Não sei dar nome. Só não quero que passe, que acabe. Não quero viver de sonhos, mas quero ser feliz assim, sim!
Esse blog não é solidão! (como disseram). Não cabe mais nesse espaço. Esta preenchido. Favor entrar no fim da fila!
Foram dias em que a equação não podia ser mais exata.
Balão mágico já cantava, como é bom ter amigos. E assino embaixo. Somos amigos pra valer.
Amigos estranhos; que criam bolas de lã no umbigo, socam olho, chutam presentes na árvore de natal... , mas amigos!
Os meus são loucos, mas “tamo” junto e somos “nozes” , sempre!
Por isso, à todos: “Arriba, Abajo, Al centro e Adentro!”
Trilha Sonora:
“Meu coração tá batendo. Como quem diz "não tem jeito!"
Zabumba bumba esquisito. Batendo dentro do peito.
Teu coração ta batendo. Como quem diz "não tem jeito!"
O coração dos aflitos pipoca dentro do peito. O coração dos aflitos pipoca dentro do peito
Coração bobo, coração-bola, coração-balão, coração-São-João.
A gente se ilude, dizendo: "já não há mais coração..."