Li um texto muito bom na Revista do Globo esse domingo. Texto da Martha Medeiros, normalmente bem interessantes.
Essa semana falava sobre “O que a gente espera do amor?” Abaixo trechos do texto, com adaptações minhas.
Na verdade, como ela diz, o que esperamos soa ao delírio. Pois esperamos TUDO. Que sejamos apoiados e todas nossas decisões, que o sexo seja nada menos que exuberante, que jamais escutemos um não, que o humor se mantenha elevado, que adivinhem nossos pensamentos (e que não adivinhem quando eles puderem causar mágoas) que haja disposição para aceitar a todos os convites, que nunca cansemos do rosto, da voz, do jeito do outro, que dias passem leves e sejam sempre como foram os primeiros (famosos ditos por mim como dias de margarina), que o tédio jamais bata à porta, que não haja mal entendidos, que não se economize nos beijos, que a vida cumpra o prometido: ser uma festa constante.
De repente por esperar tanto, um verdadeiro mar de felicidade, a frustração em alguns casos, logo aparece.
Ele não vai topar ir a um show de dança e você então vai sozinha, e, sem pensar em revanche, aceitará dele um convite para assistir um show de uma banda que quase não conhece (mesmo que o lugar nem esteja pronto e você fique em cima de uma tábua de madeira no chão) e até vai se divertir com o programa (diversas pessoas pulando e gritando músicas ao seu redor e você com a sensação de estar em uma gangorra porque a tábua de madeira a fazia pular por inércia).
Ele não vai se vestir dentro dos padrões que você considera de bom gosto, mas vai impactá-la com uma originalidade à qual você não estava esperando.
Um dia ele não poderá te levar aquele restaurante que tanto queria ir, mas improvisará um jantar com queijos, pães e vinhos e você achará lindo e romântico.
Ele não vai dizer a frase certa na hora certa (Até dizer uma coisa quando pensava dizer outra e tentar consertar será até engraçado...) e ai você vai descobrir que nem sempre existem frases erradas.
Ele não vai gostar do que você gosta, e você não vai gostar de tudo o que ele gosta, e a criatividade para descobrir prazeres em comum dará a relação um caráter insuspeitado (como assistir Simpson e Grey-s Anatomy e depois querer debater o ocorrido, mas ele se recusa!)
“De um jeito bem mais simples, é possível amar aceitando o que é possível receber, sem sofrer pelo que foi sonhado em vão.
Não há como realizar nem metade do que idealizamos, e muito menos o tempo inteiro”
Temos é que aprender a ser feliz de uma maneira mais simples e mais divertida! Porque senão, quando nos dermos conta, o que era bom, passou!
Essa semana falava sobre “O que a gente espera do amor?” Abaixo trechos do texto, com adaptações minhas.
Na verdade, como ela diz, o que esperamos soa ao delírio. Pois esperamos TUDO. Que sejamos apoiados e todas nossas decisões, que o sexo seja nada menos que exuberante, que jamais escutemos um não, que o humor se mantenha elevado, que adivinhem nossos pensamentos (e que não adivinhem quando eles puderem causar mágoas) que haja disposição para aceitar a todos os convites, que nunca cansemos do rosto, da voz, do jeito do outro, que dias passem leves e sejam sempre como foram os primeiros (famosos ditos por mim como dias de margarina), que o tédio jamais bata à porta, que não haja mal entendidos, que não se economize nos beijos, que a vida cumpra o prometido: ser uma festa constante.
De repente por esperar tanto, um verdadeiro mar de felicidade, a frustração em alguns casos, logo aparece.
Ele não vai topar ir a um show de dança e você então vai sozinha, e, sem pensar em revanche, aceitará dele um convite para assistir um show de uma banda que quase não conhece (mesmo que o lugar nem esteja pronto e você fique em cima de uma tábua de madeira no chão) e até vai se divertir com o programa (diversas pessoas pulando e gritando músicas ao seu redor e você com a sensação de estar em uma gangorra porque a tábua de madeira a fazia pular por inércia).
Ele não vai se vestir dentro dos padrões que você considera de bom gosto, mas vai impactá-la com uma originalidade à qual você não estava esperando.
Um dia ele não poderá te levar aquele restaurante que tanto queria ir, mas improvisará um jantar com queijos, pães e vinhos e você achará lindo e romântico.
Ele não vai dizer a frase certa na hora certa (Até dizer uma coisa quando pensava dizer outra e tentar consertar será até engraçado...) e ai você vai descobrir que nem sempre existem frases erradas.
Ele não vai gostar do que você gosta, e você não vai gostar de tudo o que ele gosta, e a criatividade para descobrir prazeres em comum dará a relação um caráter insuspeitado (como assistir Simpson e Grey-s Anatomy e depois querer debater o ocorrido, mas ele se recusa!)
“De um jeito bem mais simples, é possível amar aceitando o que é possível receber, sem sofrer pelo que foi sonhado em vão.
Não há como realizar nem metade do que idealizamos, e muito menos o tempo inteiro”
Temos é que aprender a ser feliz de uma maneira mais simples e mais divertida! Porque senão, quando nos dermos conta, o que era bom, passou!
Trilha do Fim de Semana:
"Jesus, don't cry. You can rely on me honey. You can combine anything you want. I'll be around. You were right about the stars, Each one is a setting sun. Tall building shake, Voices escape singing sad sad songs. Tuned to chords strung down your cheeks. Bitter melodies turning your orbit around.
Voices whine. Skyscrapers are scraping together. Your voice is smoking, Last cigarettes are all you can get. Turning your orbit around. Our love, Our love, Our love is all we have. Our love, Our love is all of God's money. Everyone is a burning sun" - Wilco

