segunda-feira, julho 31, 2006

Conversa de Botequim

”...Você vai gostar, Tô levando uns amigos pra conversar. Eles vão com uma fome que nem me contem. Eles vão com uma sede de anteontem. Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão, e vamos botar água no feijão!” – Resumo de um sábado de feijoada (para os que comem), e de chuva no Jobi com uma enorme mesa de amigos.
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“Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, levando o violão embaixo do braço. Em qualquer esquina eu paro em qualquer botequim eu entro. Se houver motivo, é mais um samba que eu faço. Tenho um violão para me acompanhar. Tenho muitos amigos, eu sou popular. “Temos” a madrugada como companheira...”
“Quando toca um samba eu lhe tiro pra dançar. Você me diz: Não, eu agora tenho par. E sai dançando com ele, alegre e feliz. Quando pára o samba, bate palma e pede bis...”
E porque não dizer que tudo acaba em samba?! E que samba...
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“Vou te contar, os olhos já não podem ver. Coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho” - Depende muito de cada um e do significado da palavra sozinho! Quem tem amigos nunca está sozinho. Mas sempre é bom quando se tem um alguém a mais por perto, por quem as butterflys aparecem, os sininhos tocam... nunca é demais querer um alguém, quando esse alguém lhe é recíproco. Não há prazer maior do que um beijo roubado por quem, você também quer tanto roubar. A surpresa feliz do reencontro. Aquele momento “pré-beijar”, quando se quer pular no pescoço dele e dizer coisas boas. Sentir o tremor das pernas, sentir que o relógio parou, e que a música que se ouve no violão, cabe perfeitamente para vocês. O desejo de não estar só não é pelo medo do significado da palavra solidão, mas sim porque viver uma paixão correspondida é um dos sentimentos que não se tem como explicar. Apenas, recomendo sentir!
“O amor se deixa surpreender, enquanto a noite vem nos envolver...”

quinta-feira, julho 27, 2006

Um por todos, E todos por um!

Não sabemos exatamente por quanto tempo, mas no momento é assim. Não foi programado, muito menos debatido, simplesmente aconteceu.
Não de uma hora para hora, não por um motivo específico, mas sim por um conjunto de fatores que, por mais que detectado, não se conseguiu mudar.
Que cada um tem uma maneira de pensar, seguir, agir. É fato. Cabe sempre ao outro quando não entende, ao menos respeitar. Certo?! Não, errado. Deveria ser assim. As coisas seriam mais fáceis e os relacionamentos bem mais tranqüilos. Existem vontades, desejos que não conseguimos aceitar, existem questões religiosas que batem de frente, existe a família do outro que muitas vezes tenta interferir. Como se já não bastasse implicâncias normais que temos um pelo outro, coisas do dia-a-dia, ainda tem que vir esse batalhão de problemas para atrapalhar?!
Depois de rodadas de chopp´s, o assunto na mesa era relacionamento x religião. Não que para alguns importe, mas em compensação para outros, é fundamental.
Ele não casa com ela porque não são da mesma religião. A conversão não é uma opção. Ela, por sua vez, não abre mão de entrar linda na igreja, de véu , grinalda com direito a flores caindo. A família dele então, nem sonha com essa condição. Fim da questão. Melhor seguir a vida cada um no seu rumo.
Será?! Mas como?! Não sei se pela minha criação, não muito católica, mas também nem muito judaica, não vejo problemas em, até mesmo uma terceira, caso me provem seus fundamentos e afins. Não consigo é aceitar um relacionamento acabar não, por brigas, ou falta de amor, mas por incompatibilidade de crenças. Como deixar seu “príncipe” que um dia chegou no seu cavalo branco e te fez acordar, ir embora, assim. A vontade deve ser resgatar lá do fundo, seu lado madrasta da branca de neve e rogar todas as pragas do mundo! Dá para entender. O que não dá é para aceitar deixar a vida passar, abrir mão do que se quer, porque alguém, um dia falou que isso não podia acontecer. Quem tem esse poder de limitar a felicidade alheia?!?!
Depois dos debates, cheguei a mais uma conclusão: já que não temos, infelizmente, visão além do alcance, e nenhum outro super poder para saber se estamos entrando numa fria, ou não! Vale incluir no hall de questões básicas do “checklist”: Qual a sua religião? (nossa, não consigo imaginar alguém fazendo essa pergunta!!!)
Não é a toa que, para alguns, seja tão complicado conhecer alguém! Como para amigos não tem casamento, e as barreiras do convívio são bem menores... É por essas e outras, que somos hoje; um por todos e todos por um!

terça-feira, julho 25, 2006

Deixa acontecer

Sabe como é, né. Um dia você esta ali. Tranqüila, tomando seu chopp, jogando conversa fora. E de repente, sorrindo, ao mexer no cabelo que cai sobre o rosto, você olha rapidamente ao redor. Seu olhar cruza no de alguém, pouco mais à frente, sentado em outra mesa. Também com seu chopp na mão e também jogando conversa fora. E olhando para você, no meio da multidão. E entre mesas e cadeiras e cabeças, vocês disfarçam, mas não perdem o foco discreto em cada olhar trocado, no meio da multidão.
E como quem não quer nada, você levanta e vai até uma outra mesa. Não, não a de quem te olha, mas ele continua a observar. Quando como quem não quer nada, ele levanta em direção ao banheiro, que conseqüentemente, tem sua mesa no caminho.
Meio sem saber como agir, os olhares não deixam de se cruzar. Até chegar à uma distância que o mais indicado a fazer é dizer oi. E num papo despretensioso vocês começam a conversar e a rir e, ali mesmo, pedem o segundo chopp, em pé, ao lado da mesa, no meio da multidão.
Pessoas, vem e vão ao redor, o barulho é quase ensurdecedor, o número de pessoas aumenta, mas a verdade é que nesse momento parece que tudo parou. E que ali só estão vocês, trocando olhares e informações, no meio da multidão.
Entre informações, trocam telefones, despretensiosamente. Porque você tem a certeza de que ele, jamais ligará. Mas vai embora tranqüila. Com um sorriso estampado no rosto. E a sensação de que fez exatamente o que deveria ter feito. Nem mais, nem menos.
Quando de repente, seu telefone toca. E você, só o ouve dizer que a noite foi quase perfeita. Faltou pouco. Um pouco que fica fácil de resolver no segundo encontro. E porque não o segundo encontro?!
E nesse momento você percebe que muitas vezes o melhor é deixar rolar. E não lutar contra. Deixar acontecer naturalmente... Faz bem. E como é bom.

segunda-feira, julho 24, 2006

Meu Bloco na Rua

Nosso bloco está na rua, e pede passagem.

“Tamo” junto e misturado. Como dizem os ditados (ou Creusa) , a união faz a força e águas passadas não movem moinhos.

É preciso muito pouco para nosso bando ser feliz. Basta reunir a rapaziada, uma cerveja gelada, bom papo no ar e nada mais. Lembrando sempre que, amigos a amigos, “negócios” à parte. E que, barcos virão, novas trarão.

Eu quero é botar meu bloco na rua, brincar, botar pra gemer. Eu quero é botar meu bloco na rua, ginga pra dar e vender. Eu por mim queria isso e aquilo. Um quilo mais daquilo. Um grito menos nisso.É disso que eu preciso, ou não é nada disso.
Eu quero é todo mundo “nesse carnaval”.

Olha por onde ele passa. Sacode alegria a vapor. Limão com cachaça
Lá vem o bloco. É um bloco que chega .É um bloco que passa, é um raio que rompe, que traça e a massa espanta a dor. Lá vem um bloco. O meu bloco...

Não há mal que perdure; não há dor que não se cure.

Creusa também diz que, passarinho que anda com morcegos, acaba dormindo de ponta cabeça.

Debates a parte, vale sempre lembrar que, muitas vezes, por fora bela viola, por dentro pão bolorento! Sei que beleza não põe mesa e que você não come no chão. Bandeja seria um meio termo?! Fica a questão.

Rir é o melhor remédio.

Uma andorinha só, não faz verão! Então, vamos em frente que atrás vem gente!
Eu quero é botar meu bloco na rua...

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Quando jogaremos gamão no Bg?

sexta-feira, julho 21, 2006

Banho de Felicidade

Pra nivelar a vida em alto astral!
Poderia ser considerado a partir de hoje o dia internacional da boa companhia. Mas vamos chamá-lo pelo nome inicial que motivou o encontro de muitos amigos; o Dia do Pulo, além de claro, ser o Dia do Amigo. Menos importante para alguns, mas não para quem tem amigos como os meus!
Impossível fazer um resumo de tantos momentos vividos em poucas horas. Não consigo achar palavras para descrever. Confesso que embora não haja ressaca, o cansaço atrapalha na desenvoltura do texto.
Saca sentimento de quando se esta bem consigo mesmo, e felicidade vem como conseqüência ?! É mais ou menos nessa direção.
Contraditoriamente, (ecoam ainda algumas frases ditas na noite, que fazem pensar) bate um medo imenso de arriscar outras coisas, pois a sensação de mexer em time que esta ganhando, é complicado. Seria bom a opinião de um técnico?!?
Ter segurança demais em alguns aspectos e ser insegura demais para outros... sim, admito, é um problema. Talvez com maior gravidade do que ser mulher e não gostar de chocolate, mas sim, é um problema.(... Logo eu com meu sorriso aberto, O paraíso perto, a vida melhorar...)
A trilha sonora, é diversificada, como sempre, mas relembrando, sempre faz sentido... (...Tan, tan, tan, batem na porta, não precisa ver quem é, pra sentir a impaciência, do teu pulso de mulher. Um olhar me atira à cama, um beijo me faz amar... Dona de seus ideais, não há pedras em teu caminho, não há ondas no teu mar, não há vento ou tempestade, que te impeçam de voar. É a moça da cantiga, a mulher da criação. Umas vezes nossa amiga, outras nossa perdição...)
Disse que não encontrava as palavras exatas para relatar, mas um bom samba (adaptado), chega para ajudar! “Ponto de encontro, e com alegria ver o reencontro. São raros momentos de grande prazer, que até dá tempo da gente esquecer e ver que ainda É fácil ser feliz, pra tomar um banho de felicidade e renovar as amizades só nos “chopp´s” da cidade”
Santé!
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Vai...Que pra mim tanto faz, E você me perdeu de bobeira...
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...Mas colombina trocou seu amor por arlequim... (falta avisar à ele)

quarta-feira, julho 19, 2006

Felicidade Pede Bis

Por onde você andava, quando eu mais precisava de você? Quando queria te contar as novidades, dividir minhas maiores conquistas? Porque só tens me procurado, quando precisa de minha ajuda? Porque relaciona seus problemas a minha pessoa? Na boa, não sou remédio, não tenho bula para explicar as contra indicações ou qual a posologia ideal. Muito menos sou médica ou coisa parecida. Portanto, a única coisa que posso te receitar seria uma boa terapia.
Aliás, devo lembrar que detesto “joguinhos”, minha paciência para coisas assim são menos vinte e que se gostasse, me especializaria em gamão, minha nova diversão.
A vida não para porque resolvemos estacionar e pensar se o que esta vivendo é exatamente o que deseja. O botão do pause não esta disponível. Minha vida segue, mesmo que em fila dupla, e para ela não posso fechar os olhos. Oportunidades surgem e diante de sua insegurança eu resolvo arriscar, porque o meu tempo é hoje e isso não posso mudar.
Estranho é que eu deveria estar mais abalada com a situação. Deveria conversar sobre isso com meu analista. Mas no momento, são tantas as coisas que quero falar que não cabe esse assunto na sessão.
Será que o espaço foi ocupado?! Será que nesse momento você já não cabe mais?! Não que necessariamente tenha sido ocupado por outra pessoa, mas sim por momentos que quero viver, oportunidades que quero abraçar. Depois de algum tempo, pensar em mim. Sem egoísmos, sem lamentações, sem mágoas.
Na cartilha da vida aprendemos que muitas vezes situações vem na contra-mão. Fazer o que? Nem sempre o cavalinho de pau é o mais indicado, por ser demais perigoso. Seguir em frente é a solução.
A fila anda, como diz o velho ditado. Para tudo e para todos. Afinal, quem vive de passado é museu e coisa antiga, guardamos no fundo do baú.
Quem sabe um dia, nos esbarramos por ai...

“Quem quiser que pense um pouco, eu não posso explicar meus encontros
Ninguém pode explicar a vida, num samba curto”
– Paulinho da Viola

segunda-feira, julho 17, 2006

Pulando a Fogueira


Sabe quando tudo funciona, tudo se encaixa. O papo flui normal, risadas vêm como conseqüência. Uma sensação de prazer, de realização. A trilha sonora é variada. Dos anos 80 até os atuais, passando por “ quem quer pão”, “ quer fazer farofa-fa”, “to pé da vida”, “manequim”... Ritchie, Bebe negão, mc Sabrina, Baia, Beth Carvalho, Mc Sapão (uma revelação). Do forró ao funk, do samba a dança de quadrilha.
Afinal, “ô mulé to cumenu agua viu,hum,tô não!!Pur que ô mu Deu!!”
Chapéu de palha, trancinhas, pintas na cara. Retalhos fazem parte da indumentária geral. Barraquinhas e touro mecânico decoram o visual. Quentão para acompanhar.
Cachorro quente, salsichão. Lenço no pescoço, sapatos trocados, fumo de mascar. Ingredientes para o conjunto da obra.
Na pista, dança. Um estilo “ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada.” Mas não. Elas não estão descontroladas. Na fogueira, beijos. E muitos. E de uma maneira como não se lembrava mais. E porque não?! “Viver a vida, viajando nas canções. Viver cantando, alegrando os corações. Viver os sonhos, tudo que acontecer. Fazer amigos, mas amigos pra valer.” Já ensinava a Turma do Balão Mágico em sua infância.
Cada um se diverti da maneira como lhe convém. E na lembrança, recordações de uma noite intensa. Feliz. Porque não se deve sofrer, não se deve chorar. O que ficou para trás, passou. Foi bom. Está bem guardado no arquivo de recordações. Passou a régua e fechou a pasta. Colou o adesivo com o nome e guardou. Se quiser relembrar, procura no índice. Mas acho que não vai precisar. Novas pastas estão esperando na prateleira para serem usadas. Então, mãos a obra. A vida segue, não espera. Não temos tempo à perder. E se dar conta disso, faz parte do refrão.
E no Beco do Mota, a vida não passa em vão. Tem cachaça como degustação.
As lágrimas são inevitáveis. Dessa vez, de alegria. Consequências dos risos constantes. Essas podem rolar quantas vezes for. Não iremos barrá-las e sim incentivá-las!
Seja como for, haja o que houver. Amigos. Não tem preço!
* Trilha sonora oficial:
“Que batida é essa que na balada é sensação. Várias mulheres lindas rebolando até o chão, Isso que é pura sedução
Vem pra cá dançar , Vem pra cá curti, hoje a gente vai se diverti. Nessa festa linda não vou mais sair...Eu tô tranquilão, tô numa boa, tô curtindo o batidão , se liga nessa, vem sentir essa emoção, a mulherada vai descendo até o chão(desce,desce) “

sexta-feira, julho 14, 2006

Overdose de Lucidez

Quem sabe o que quer, esta sempre a procura.
Onde o final feliz é só o começo da história a se traçar. Sem diretor, figurino ou roteiro teremos todos nossos dias inteiros, para inventar.
O profeta é o obstreta da palavra. A caneta cor vermelha, não aceita e nem consegue decifrar.
A trilha sonora da vida que eu trilho, eu trago e assopro no ar. Tropeçando pelas pedras do caminho da minha vida eu vou
Lembrei, de te esquecer a tempo. Perdi, meus maiores achados. Paguei caro, por prazeres baratos. Tentei não cair em tentação...
Eu vou na fé. Eu vou onde eu puder, seja o que deus quiser, eu vou mas nem que eu tenha que ir a pé. E vou cantar, pois essa é a forma d’eu sonhar, da dor aliviar.. sair do corpo pra não mais voltar....
Nada dessa vida é em vão. Pense no vão dessa canção.
Mas ela chora por tudo. E não chora por mim. Tudo isso com sua cara de louca e com lágrimas nos olhos. Mas tu é prosa boa de falar, tu é light.. Tu é doce, mas eu posso abusar. Porque tu, é zero caloria
... E Deus me dê grana para eu poder casar com Ana...
Em tudo o que há, ele é... Isso é segredo, vê se não comenta.
Sim, bem, eu acho que não... Nessa overdose de lucidez, eu entro em contradição.
Vai, que pra ser vivo é preciso enlouquecer.
* mix de frases de músicas do Baia

quarta-feira, julho 12, 2006

Quem é Bamba, Não Bobeia

“Podemos sorrir, nada mais nos impede. Cantando alegria de não estarmos sós.
Meu coração carnavalesco, não foi mais que um adereço, teve um dez em fantasia, mas perdeu em harmonia. Quem sabe lutando vou conseguir, com a esperança de aprendiz. Não me negue a vontade de sonhar. Que liberdade, faz minha vontade e deixa como está. Tem que chorar o meu choro. Sorrir o meu riso, sonhar no meu sonho, versar nos meus versos, cantar no meu coro. Não verso seus versos nem marco bobeira. Sentado em trono de rei, ou aqui nessa cadeira, eu já disse eu já falei, que seja qual for a maneira. Quem é bamba não bobeia. Falo por convicção, enquanto houver samba na veia, empunharei meu violão. Um surdo marcando no som da cuíca, a viola pergunta mais não tem resposta, quem rezar por mim que o faça sambando, porque um bom samba é forma de oração. Um bom partideiro só chora versando, tomando com a mão a caipirinha de limão. Cego é quem vê, só aonde a vista alcança. Mandei meu dicionário às favas: mudo é quem só se comunica com palavras. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Na palma da mão, na palma da mão... É o povo que produz o show e assina a direção"
*mix de letras de Jorge Aragão, Candeia e Noel Rosa

segunda-feira, julho 10, 2006

C´est Finit

E no meio da rua, como se não houvesse mais ninguém , o motorista do ônibus para. Salta e não desgruda o olho do telão. É final da copa. Todos com chopp na mão. No ar, a tensão. Primeiro pênalti. Bola na rede. A galera na mesa puxa o coro: “Chora, não vou ligar. Chegou a hora, vai me pagar, Pode chorar! Vou festejar, o teu sofrer, o teu penar!”
A copa é “Nostra”. Naquele momento, é como se fosse. Mãos para o alto, comemoração. Somos 180 milhões em ação, contra Zizou. Cabeçada, vermelho! Pra casa! Santé!
Final de carreira no banco.
É Tetra. Berram com orgulho. De um time que entrou em campo para ganhar. Teve garra, brilhou, mereceu. Ma ma mia.
Na mesa, listas. E que listas! Quero Quero, Maluco, Boladão, Cabeção e Palito (tinha esquecido!). Queridos Garçons que se revelassem metade do que ouvem...
Entre frases empolgadas, recordações, uma gerou debate: “Beber e beijar. Uma coisa leva a outra!” . De repente para alguns... E “salve salvador...” Fica no ar...
A ressaca da noite anterior, entre casais, canção e violão, quase fica para trás diante de tanta animação. Coisa que contagia. Boa de sentir.
E no bar seguinte, a festa continua. Outros amigos, outra mesa, antigos garçons e mesma bebida. Ali, percebo como realmente alguns garçons fazem parte da nossa história. Já presenciou tantos momentos. E pelo carinho que tem, não consegui guardar para si e tem que comentar. Foi bom escutar. O carinho é recíproco! Fica aqui minha homenagem!
Engraçado como muitas vezes a primeira impressão é a que fica. Algumas, erradamente. Nada como um dia após o outro, conversas divertidas para se dar conta que nem sempre é o que parece.
E mais uma vez chega ao fim.
Foi bom. Acabou. Pena que a próxima, só daqui a quatro anos.

PS: Homenagem a uma ex-amiga de trabalho, que agora sai e entra na minha vida como amiga eterna. Let, você já esta fazendo falta! E no violão do Guigui, a gente canta:
“Vou morrer de saudades, não, não vai embora....”
“Aproveitar a tarde sem pensar na vida, Andar despreocupado sem saber a hora de voltar, Bronzear o corpo todo sem censura, Gozar a liberdade de uma vida sem frescura”

terça-feira, julho 04, 2006

Pour Ma Mère

É a ela que devo agradecer. À começar que foi ela quem me carregou por nove meses. Por minha causa sentiu enjôos, tonturas, teve pressão baixa. Por minha causa teve desejos, teve as pernas inchadas e nem engordou.
Por minha causa já arrepiou os cabelos! E como! Tudo começou quando fui trocada na maternidade! Imagino o corre-corre pelos corredores do hospital. Quando resolvi cortar batatas na cozinha, quando era ainda uma baby, (não lembro de ter sido baby!), quando resolvi colocar fogo na casa, brincando de riscar fósforos, quando me perdi na praia... Diabo loiro era meu apelido. Uma criança tão simpática, tão pestinha...
Os anos foram passando e os cabelos continuaram a se arrepiar! A diabinha cresceu e quando achavam que ia acalmar, ela continuou aprontando. No parque de Curitiba conseguiu cair na água, entre os barquinhos de brinquedo. No colégio queria jogar futebol, acabou quebrando o braço. Apresentava sua família com nome de animais! Resolveu morar fora e sofreu um baita acidente de carro. Foi para a Europa e conseguiu perder os vôos de volta. Foi para NY e ficou entalada no metrô. Foi a um pula pula nesse fim de semana, (sim, você leu certo, pula pula) e quase quebra o dedo!
Agora entendo a preocupação quando falei que sairia de casa para a aventura de morar sozinha! Estabanada como essa aqui, nem se tentasse fazer outra igual!
Acho que são essas características em particular, que fazem de sua prole, uma eterna preocupação, mas com infinitos momentos de felicidade. Nossa “gangue” apronta, mas diverti!
Admiro pela coragem, pela determinação, pela alegria, pela força, pela garra. Admiro pelo amor, pela beleza, pelo carinho. Admiro por ser a pessoa que é. Pela pessoa que me fez ser. Ela é o abraço que eu sempre preciso. É a palavra que conforta. O colo que nunca cansa. Ela me faz rir quando não agüento mais chorar. Ela faz com me sinta segura. Tenta me convencer de que sou bonita e ótima profissional. Ela sempre incentiva. Mesmo quando estou errada, ela cuida.
Mesmo com pressão baixa e coração lento, a estabanada aqui continua aprontando muito para que possam rir ao lembrar! Que cada momento seja eterno. Que a sinceridade dessa amizade seja um exemplo de vida.
Mãe. Não sei se um dia poderei ser. Mas caso possa, quando crescer, quero ser assim!
Parabéns!

“É o estilo de uma grande dama... Ela é a tal, Sei que ela pode ser mil, Mas não existe outra igual
lTalvez me queira bem, Porém faz um bem que ninguém Me faz ..., Porém eu não sei viver sem E fim”
– Chico Buarque

segunda-feira, julho 03, 2006

"Verás que um filho teu não foge a luta" ... SERÁ?

Sorriso dos classificados, choro eliminado.
Uma copa, muitas faces. E muitas fases.
Não vale mais escrever sobre o pouco ou quase inexistente futebol da nossa seleção em seu último jogo. Ausência de garra. Disseram que sobrava talento. O que vi foi sobra de falta de vontade. De acomodação. Estrelas sem brilho. Decepção.
Nada de “o importante é competir!” Nós aqui compramos a briga, queríamos garra, queríamos a taça! Faltou eles fazerem de lá! E não venha cantar “eu, sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...” Gastaram as energias no samba pré-jogo ...
Resultado da sobra de confiança. Fica uma lição. Espera-se.
Agora, nos resta se juntar à torcida lusitana e torcer por Felipão! Que ele possa repetir a emocionante cena do trenzinho e lutar pela taça na final.
Fim da copa para nós. Nosso “carnaval” terminou, mais uma vez. Somos agora mais de mil palhaços no salão.
Alguém escreveu aqui, “one life, live it!”. Meu lema, sempre. Aproveitar cada segundo. Viver cada momento intensamente, como se fosse o último. E foi assim minha copa. Comemoramos até quando estávamos derrotados. Salve, Pula Pula! Salve quentão, forró e bandeirinhas. Porque sem sassaricar essa vida é um nó. Somos da turma do funil: todo mundo bebe mas ninguém dorme no ponto.
Então, pula fogueira Iaiá, ..., São João, São João, acende a fogueira do meu coração...