quarta-feira, julho 19, 2006

Felicidade Pede Bis

Por onde você andava, quando eu mais precisava de você? Quando queria te contar as novidades, dividir minhas maiores conquistas? Porque só tens me procurado, quando precisa de minha ajuda? Porque relaciona seus problemas a minha pessoa? Na boa, não sou remédio, não tenho bula para explicar as contra indicações ou qual a posologia ideal. Muito menos sou médica ou coisa parecida. Portanto, a única coisa que posso te receitar seria uma boa terapia.
Aliás, devo lembrar que detesto “joguinhos”, minha paciência para coisas assim são menos vinte e que se gostasse, me especializaria em gamão, minha nova diversão.
A vida não para porque resolvemos estacionar e pensar se o que esta vivendo é exatamente o que deseja. O botão do pause não esta disponível. Minha vida segue, mesmo que em fila dupla, e para ela não posso fechar os olhos. Oportunidades surgem e diante de sua insegurança eu resolvo arriscar, porque o meu tempo é hoje e isso não posso mudar.
Estranho é que eu deveria estar mais abalada com a situação. Deveria conversar sobre isso com meu analista. Mas no momento, são tantas as coisas que quero falar que não cabe esse assunto na sessão.
Será que o espaço foi ocupado?! Será que nesse momento você já não cabe mais?! Não que necessariamente tenha sido ocupado por outra pessoa, mas sim por momentos que quero viver, oportunidades que quero abraçar. Depois de algum tempo, pensar em mim. Sem egoísmos, sem lamentações, sem mágoas.
Na cartilha da vida aprendemos que muitas vezes situações vem na contra-mão. Fazer o que? Nem sempre o cavalinho de pau é o mais indicado, por ser demais perigoso. Seguir em frente é a solução.
A fila anda, como diz o velho ditado. Para tudo e para todos. Afinal, quem vive de passado é museu e coisa antiga, guardamos no fundo do baú.
Quem sabe um dia, nos esbarramos por ai...

“Quem quiser que pense um pouco, eu não posso explicar meus encontros
Ninguém pode explicar a vida, num samba curto”
– Paulinho da Viola

1 comentário:

Anónimo disse...

Aí, A.P., já que o lance é Paulinho da Viola, te mandou esta brasa ("Recomeçar", com Elton Medeiros) - e acho que cabe bem como comentário do teu texto: "Recomeçar/Do que restou de uma paixão/Voltar de novo à mesma dor sem razão/Guardar no peito a mágoa sem reclamar/Acreditar no Sol da nova manhã/Dizer adeus e renunciar/Vestir a capa de cobrir solidão/Para poder chorar".

"Somente o tempo faz a gente lembrar/O sofrimento que não quis perdoar/E todo o mal reprimido/Pode, afinal, nos deixar/A vida tem seu renascer de uma dor/Toda ferida um dia tem que fechar/E quem secou esse pranto/Pode novamente amar"...