quinta-feira, agosto 31, 2006

Bem Que Se Quis

Foi um reencontro inesperado. Nunca imaginaram que pudessem se esbarrar ali. Não sabem exatamente o porque, mas não acharam que seria naquela noite.
Ao sair do trabalho, ela resolveu que faria umas compras no supermercado. Coisas básicas para quem mora sozinha. Entre as compras estava um bom vinho e pipocas, na sua concepção, ótimos ingredientes para acompanhar um bom filme ou um bom livro. Foi isso que decidiu buscar. Foi então à livraria. Aquela, que sempre freqüenta. Lá pode folhear as revistas que acaba comprando para seu trabalho e pode dedicar algum tempo na escolha de um bom livro. Foi ai que tudo aconteceu. Como na cena de um filme, ela estica a mão para pegar o livro e outra vem na mesma direção, quando se alcançam um olha para o outro e pedem desculpas. Ao se olhar, sorriram. Um sorriso de desculpas e ao mesmo tempo assustado. Como poderiam se encontrar ali, depois de algum tempo sem se falar e para pegar o mesmo livro. Ele deixou que ela o pegasse. Mas a atenção naquele momento não era mais para o livro, que estava nas mãos dela. Mas para o diálogo que se iniciava entre eles.
Ele perguntou do trabalho, da família dela, por onde ela andava, já que estava sumida dos lugares que aparecia com freqüência... Ela falou da mudança de alguns hábitos, das boas novas em seu trabalho, também perguntou pela sua família e como era costume entre eles, o papo fluiu de maneira normal. Ele então a convidou para um café. Ali mesmo, no andar de cima da livraria. Ela aceitou.
Falaram de tantas coisas. Ele das viagens que fez recentemente, ela das que tanto deseja fazer, mas não pelo trabalho porque gostaria de ter mais tempo para aproveitar. Lembraram de quando ele tentou ensiná-la a tocar violão, a desgraça que foi. Mas riram também ao lembrar da revelação que foi quando ela decidiu somente na voz o acompanhar. Um dom que não conhecia, pois a mania vinha de cantar sozinha, no chuveiro.
Trocaram comentários dos últimos livros lidos por cada um, falaram de textos lidos na internet, começaram um papo sobre política, mas nesse quesito ele deu de ombros, pois não entendia nada e nem fazia questão de a parte ficar. Ele tentou começar um papo, meio que sondando se ela estava sozinha, mas rapidamente ela inverteu a conversa e falou sobre um filme espetacular que tinha visto. E ali ficaram um tempo. Ele sabia ainda como pedir o café para ela, com um pouco de creme, sem açúcar e um pacotinho de adoçante. Foram quase três para cada ao longo da conversa. Até que ele sugeriu que, já que ali estavam, porque não mudavam de lugar e passassem para o japonês ali perto. Ele sabia de seu vício pela culinária japonesa e tinha a certeza de que esse convite ela não ia recusar. Sem pensar duas vezes, ela agradeceu o convite, falou que a conversa estava ótima, mas que ainda tinha que terminar uns desenhos para o trabalho para apresentar na manhã seguinte em uma reunião. Surpreso, ele riu. Perguntou se então poderia ligar para marcar um jantar, e ela falou que achava melhor não. Que o acaso ficaria responsável por fazer com que se encontrassem de novo, como tinha acontecido naquela noite. Surpreso, novamente, ele sorriu. Se despediram e ela partiu.
E partiu feliz. Tinha a certeza de que não se arrependeria por ter recusado o convite. Às vezes é necessário tomar decisões que nos farão bem, e só. E foi isso que fez. Dessa vez, foi ela quem sorriu.

“Tinha sido apenas um sorriso e nada mais. As coisas não iriam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Me agarrei aquilo. Com os braços bem abertos, porque quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez, eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derretia. Com sorriso nos lábios, saí correndo. Apenas saí correndo.” - (O caçador de Pipas)

terça-feira, agosto 29, 2006

Desembarque

Soube que chove e faz frio no Rio. Em Paris, o clima é quase o mesmo. O céu esta um pouco nublado, mas nada que atrapalhe. As malas ficaram no chão do quarto do hotel, que nem reparou se era bom ou ruim. Saiu correndo para andar pelas ruas. Por mais que já tenha estado por aqui, é impressionante como chegar é sempre maravilhoso e a beleza dessa cidade é algo de indescritível.
Foi meio que levada sozinha para um dos pontos que mais admira, a Notre Dame. A beira do Sena, ali estava ela. Entrou, admirou mais uma vez sua beleza. Lembrou da última vez que ali esteve. E subiu, para que lá de cima, mesmo no meio da névoa que tomava conta do cinza da cidade, pudesse apreciar tudo do alto. Ali ficou um tempo.
Ao sair de lá, sentou em um café e ficou apreciando o vem e vai das pessoas. Como era bom estar ali.
Seguiu para o Museu Rodin, na sua memória, aquele lugar era lindo e foi exatamente o que encontrou ao entrar. Ele fica logo ali, ao lado de Les Invalides, perto da ponte Alexander III e mais a alguns passos, da conhecida Champs-Elysées Avenue. No jardim, permaneciam as esculturas em pedra, em bronze, uma espetacular recepção para quem acabava de pisar em Paris. Podia passar horas e horas vagando por ali. E foi o que fez.
Já era noite quando foi se encontrar com amigos que há tempos não via. Sentaram na varanda do restaurante e entre garrafas e mais garrafas de vinho, colocaram o papo em dia, junto de risos e de sua felicidade que voltava a vibrar dentro de si. Essa era ela, e assim foi bom ver como a escolha de só viajar para uns dias de férias era melhor do que se mudar de vez. Sua chefe tinha razão. E ela estava feliz por ter acatado a boa sugestão.
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“Andam fazendo de tudo querendo tirar meu humor. Greve de paz, greve de amor.
Um bom malandro não tomba!
Tô sonhando, mas eu sou feliz. Só sonhando, porque eu sou feliz!”
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A letra acima, mostra que o último texto (Ctrl – Alt- Del) foi escrito de maneira a colocar para fora vontades e desejos que tomavam conta de seus pensamentos naquele momento. Nem tudo o que escreve é verídico. Muitas vezes são personagens e histórias fictícias. Mas nada que justifique uma real partida. Não definitiva. Porque de definitivo nada temos ou sabemos.
Em um texto leu sobre a escolha entre ter razão e ser feliz. No filme que assistiu, falavam de porque não esperar, se algo melhor pode aparecer. Pode ser.
O que importa é que sua decisão sempre será ser feliz. Porque assim ela é.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Ctrl - Alt - Del

E ficou decidido assim.
Depois daquela noite, teve a certeza de que era necessário o recomeço. Tinha que ser logo. Não tinha tempo para fazer planos. De repente, tempo até tinha, mas não podia lhe faltar a coragem de agora.
Na insônia, no meio da madrugada, quase ao amanhecer, ainda não tinha ao certo o destino. Então, escolheu Paris para começar. Depois Barcelona para tentar se estabelecer. (só alterou um pouco o caminho porque será necessário no caminho para Paris, passar em Seattle para se despedir de um casal por quem tem imenso carinho e que teve a triste notícia de que estão muito mal de saúde. A notícia lhe caiu como uma bomba nessa difícil manhã de segunda-feira. Lembra como se fosse hoje quando à ela mostraram a neve caindo e encostaram o carro para que pudesse senti-la cair...)
Entre as lágrimas e soluços, comprou as passagens pela internet, fez as malas, pagou as contas antecipadamente, porque como sempre, mesmo na hora da difícil decisão da partida não queria deixar pendências para que fossem resolvidas por outros e nem pedir ajuda.
Sem saber ao certo o que fazer com seu apartamento, porque não sabe quanto tempo ficará fora. (se tudo der certo, pode ser que volte de férias, ou por necessidade faça rápidas passagens.) Só sabia que não queria mais pensar. Trancaria com as chaves e um dia resolveria o que fazer.
Como colocar tudo aquilo em malas. Não tinha como. São muitas histórias, muitas pessoas, muitos momentos, muitas recordações. E por mais que ame isso tudo, é exatamente disso tudo que precisava se afastar. Contraditório sim, até para ela mesma, e essa era uma das infinitas certezas que gostaria de ter nesse momento.
Os soluços aumentam e as lágrimas pulam de seus olhos, uma dor no peito que não saberia explicar. Um desabafo. Acho que era isso. Um choro compulsivo que nada fazia calar. E não adianta que perguntem, por quem, ou pelo o que. Não existe o quem, existe um conjunto de fatores que a fizeram tomar essa difícil decisão. De repente até pela falta de.
Ser forte demais às vezes atrapalha e não poderia se demonstrar fraca. Como ficaria sua moral, sua independência, seu discurso de vida. E como explicar não saber onde está aquela felicidade que normalmente lhe pula dos olhos. Que transborda e contagia. Como explicar que nesse momento parece que lhe roubaram a alma e que não sabe o que fazer e com o resto.
Por isso a decisão da partida.
E sem despedidas, porque odeia.
Um dia irão entender.
É enorme a saudade que sentirá de sua família, pais, irmãos e tudo mais. Como pensar que não terá o chope em breve com seus amigos. A praia, o samba (sim, o samba), as conversas de horas, as risadas. Como acreditar que durante um longo período tudo isso será lembrança e saudade. Ficará um vazio dentro de si. Talvez. Talzez não, é uma das poucas certezas que tem. Mas o vazio agora é tão grande que dói o estrago que faz.
Pediu demissão no trabalho, uma das tarefas mais difíceis pois como largar tudo depois de tanto esforço para conquistar o posto ao qual chegou. Como explicar para seu chefe o porque de sua decisão. Como explicar um nó que nem ela mesmo esta sabendo desvendar. Como largar aquilo que ama fazer sem saber se na Espanha conseguirá trabalhar. Mesmo na dúvida, fez.
Dali o táxi a levará ao aeroporto e depois do embarque, todos saberão que partiu. E um dia, quem sabe, entenderão.
Ela precisava tentar. Senão aqui, que fosse longe. Mas ela queria saber se era possível ser feliz. Não que não fosse. Sabe que tem coisas que muitos sonham, uma família incrível e amigos que não tem preço. Mas a felicidade que procurava nesse momento era saber se seria possível ser feliz com alguém, em algum lugar.
O risco é tudo dar errado. Ai então, ela volta. E como hoje, tudo que mais vai querer é o colo de sua mãe, poder chorar em silêncio. Ter o abraço e o carinho dos amigos, (que como naquela noite, a colocaram no colo na escada do prédio, sentaram ao seu redor, na calçada e depois a colocaram para dormir) e o apoio de quem lhe quer bem.
Assim é a vida. E aqui fica a despedida.
Um dia, nos veremos de novo.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Mão Dupla

- Me diga, o que você quer? O que esta precisando? Esta tão distante, tão estranha.
- Não, nada, é impressão sua.
- Tenho certeza que de não é impressão. Seu jeito não disfarça quando algo esta acontecendo.
- Não é nada, logo passa.
- Então, enquanto não passa, o que posso fazer para ajudar?
- Pois é, essa é a questão. Não é exatamente ajuda o que acho que preciso.
- Não?! Uhm, Então vamos por passos, que tal uma caipirinha para se sentir mais animada?
- Ok. Uma caipirinha, eu até vou aceitar.
- Então, segundo passo. Me diga, o que quer?
- Na verdade, o que quero, ou preciso, não pode ser pedido. Essa é a questão. Também não pode ser comprado.
- Porque? Muito caro?
- Não, porque não tem valor. Não material.
- Entendi... É, às vezes também penso que quero coisas que não podem ser compradas, mas podem ser dadas, conquistadas.
- É, algumas podem.
- Será que estamos pensando na mesma coisa?
- Não sei. Só sei que nunca espere me ver pedir. Sabe, não quero fazer acontecer. Queria que dessa vez, ao menos dessa vez, fizessem por mim.
- Tenho medo de arriscar e não ser o que esta pensando. Daí, como será?
- Será como esta sendo até então. Meu medo é outro. É olhar adiante e ver que a vida passou e não vivi o que podia ter vivido. Esse é meu medo.
- Por isso esta assim agora? Acha que esta deixando com que oportunidades escapem como grãos de areia pelas suas mãos?
- Acho que sim. Difícil admitir insegurança. Mas acho que nesse momento é o que se passa dentro de mim. Me sinto meio sem rumo, sem saber ao certo para que lado seguir. Como se estivesse numa pista de mão dupla, sabe?
- Uhm... e se eu tentar fazer acontecer?
- Se não tentar, nunca saberá a resposta.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Quem Sabe em Bedrock...

Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar. Aprendi nos filmes pra um dia usar. Um certo ar cruel (com ar de Cheetara) de quem sabe o que quer. Tenho tudo planejado, pra quem sabe, impressionar.
Eu tenho um bom papo e sei até dançar (passos que aprendi nos bailes no castelo do príncipe de Cinderela). Não posso compreender, não faz nenhum efeito.
As coisas são mais fáceis na televisão. E isso me faz sonhar em tirar umas férias, visitar a Terra do Nunca e quem sabe, por lá ficar. Lá poderei ouvir sininhos, e até voar.
Mas, nada acontece, não sei porque. Se eu não perdi nenhum detalhe. Será que é culpa da maçã vermelha que a bruxa largou em minha porta?
Todo mundo diz que ele não existe. Que é melhor eu não me iludir . Mas ele pega no meu braço pra falar. Será que devo temer seu gancho? Usado no lugar onde, teoricamente, deveria estar uma mão. Com pegada, forte, gasta, com marcas do tempo...E está tão perto que eu vou desmaiar. E ganho um beijo pra acordar. Não o típico beijo sem graça de contos de fadas, aquele que parece não agregar. Mas beijo, de verdade. Com intensidade e desejo, que faz o fôlego tirar. Ele quer me conquistar. Será?!
Garotos gostam de iludir. Sorriso, planos, promessas demais. Eles escondem o que mais querem. Que eu seja outra entre outras iguais. São sempre os mesmos sonhos, de quantidade e tamanho. Ainda bem que posso usar minha capa mágica que ganhei da Sheila quando visitei a Caverna do dragão. Mestre dos Magos já dizia; entre no portal enquanto há tempo!
Garotos fazem tudo igual e quase nunca chegam ao fim. Acho que estão distribuindo por ai o pó de pir lim pim pim.
Talvez você seja melhor que os outros. Talvez, quem sabe, goste de mim. Será?
Talvez em Duloc, na floresta encantada, quem sabe Shrek e seus amigos possam responder. Quem sabe um príncipe as avessas seja a solução.
A vida é sempre um risco e, às vezes, tenho medo do perigo. Mas, nada que uma visita ao castelo de Grayskull, onde minha amiga She-ra possa me dar umas aulas extras, afinal já faz tempo que não apareço por lá. Lembro quando quiseram me apresentar ao príncipe Adam, mas Hordak e Esqueleto fizeram questão de atrapalhar o encontro. Me trancaram na torre do castelo e tive que usar de minha trança, conselhos dados por Rapunzel, para fugir de lá.
Será que alguma coisa nisso tudo faz sentido?
Será que existe alguém ou algum motivo importante. Que justifique a vida ou pelo menos esse instante...
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“E aquelas pessoas que andavam ao meu redor. Hoje escolheram outra. Que por enquanto acreditam em tudo que diz. É a mesma história toda vida. O que eu sei é que só vão descobrir quando sair de moda.
Um tropeço ensina mais do que o sucesso. E é tudo bem mais claro agora.”

segunda-feira, agosto 21, 2006

Lalaia lalaia laia Lalaia Lalaia la.a.a.ia

Local: Quadra da Império Serrano, Madureira
Lalaia lalaia laia Lalaia Lalaia la.a.a.ia
Foi lá na Serrinha que participei, junto de uma turma de bambas em matéria de alegria e animação, um dia, em que a palavra certa para descrever, seria, Sensacional!
Por lá nunca tinha andado. Até então, para mim, um bairro desconhecido, de onde só ouvia muito falar.
E lá estava eu. Na beira do palco da verde e branco, ao lado da mesa do presidente, no meio de tanta gente.
“Ao som do cavaquinho, violão, do repique, do tantã, do banjo e do pandeiro. No samba hoje eu vou me acabar.”
Bumbum paticumbum prugurundum, o nosso samba minha gente é isso aí!
A trilha sonora foi bem variada. Tivemos até a presença do “Rei”! Foram muitas emoções!
E, se o natural do Rio é o batidão, esse não poderia faltar. E foi ali mesmo, no meio da rua, no meio do camelódromo de Madureira. A gente simplesmente parou, e dançou.
Que gosto de samba, não é novidade para ninguém. E recomendo a todos que fazem gosto como eu, que entrem em uma quadra de escola de samba. A Império só deixa a desejar à aqueles que lá não tiveram coragem de pisar. Tem de tudo e mais um pouco, mas o que transborda e contagia é a felicidade, a animação. O sorriso de cada pessoa que te cumprimenta como se você estivesse sempre por lá. Ali não existe distinção. De raça, cor ou credo. Ali todos estão por um motivo comum: amor ao samba.
“Samba é a arte mais pura. É a nossa mistura, cultura que é bem popular. É, mas sei que tem gente no fundo querendo sambar. Ah, meu samba não pede passagem. Nem leva bagagem de mão. Em qualquer canto ele está. Porque é dele esse chão com sua força de contagiar. Vai cativando quem não quer chegar, mas sei que tem gente no fundo querendo sambar.”
“A lua ilumina o terreiro convidando o partideiro pra cantar a noite inteira. Pagodeando até o sol raiar. Beber uma cerveja bem gelada dar aquela paquerada junto com a rapaziada. Pode até chover e relampejar. Hoje eu vou pagodear.
Como é gostoso cair no samba, no samba. Você também pode ir pro samba, sambar. Bom é na palma da mão na roda de samba. Venha comigo sambar. Se você me escutar não vai se arrepender. Vem sambar o miudinho que você vai ver. Que o samba tem feitiço faz enlouquecer. Venha comigo sambar.”
C.A., obrigada por me levar!
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E fica instituído, o G.R.B.C (Grêmio Recreativo da Bat Caverna). Quando digo, é preciso pouco para sermos felizes!
De “toco em toco” ele chegou lá. Quem sabe, um dia chegaremos também.
Nosso calendário esta sendo montado.
Enquanto isso, vamos aumentando nossa trilha sonora: “You say you're lookin' for someone. Who will promise never to part. Someone to close his eyes for you. Someone to close his heart. Someone who will die for you an' more, But it ain't me, babe. No, no, no, it ain't me, babe. It ain't me you're lookin' for, babe

sexta-feira, agosto 18, 2006

Não sou de Marte

Pra que falar? Se você não quer me ouvir. Fugir agora não resolve nada.
Se você pretende, saber quem eu sou, eu posso lhe dizer. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.
Eu sou daqui e não sou de Marte. Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim.
Sou cada palavra oculta dessas entrelinhas.
Deixo onde passo os meus pés no chão. Sou mais um na multidão.
Aproveitar a tarde sem pensar na vida. Andar despreocupada sem saber a hora de voltar. (Queria)
Bronzear o corpo todo sem censura. Gozar a liberdade de uma vida sem frescura...
E era tão real, que eu só fazia fantasia e não fazia mal.
É paixão o que me faz bem. Que me tira do tédio, quando me faz amar.
Não posso desperdiçar desejo, não sou louca assim.
Olhos e olhares. Milhares de tentações. Meninas são tão mulheres. Seus truques e confusões.
E então são mãos e braços. Beijos e abraços. Pele, barriga e seus laços. São armadilhas e eu não sei o que faço.
E o que passou, calou. E o que virá, dirá. As coisas são assim. E se será, será.
Se eu disser que não digo e não ligo, que fico... Que só vou aprontar? Quero ver; me fazer sentir mais viva, me apertar o corpo e a alma me fazendo suar. Quero beijos sem tréguas, quero sete mil léguas sem descansar.
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar!

segunda-feira, agosto 14, 2006

Eu vou dançar o iêiêiê

Uma história triste, sofrida, porém, realidade.
Tão longe às vezes, mas tão perto, se pensar que apenas alguns(nem tão longos) quilômetros a separa de nós.
Não tão extenso é o trecho que separa a zona sul do Rio, de Gramacho.
Como podem viver pessoas em situação tão precária. Como pode ser uma opção de vida ali viver. Como podem ali, se dizer felizes. É de fazer pensar. A mente humana tem subterfúgios para encontrar uma forma de encarar uma realidade insuportável de ser vivida.
Uma frase no início do filme é absurda de tão verdadeira: “Não uso a palavra lixo. Aqui, o que existe são dois tipos de coisas: o resto e o descuido.”
Sempre temos a certeza absoluta de que nossos problemas são de uma grandeza, e que se comparado aos dos outros são sempre maior e de maior importância. Durante os 127 minutos que estive ali sentada, um filminho passava pela minha cabeça. Não o que estava sendo mostrado na tela, mas um filme da minha consciência.
Se aquela pessoa é feliz, tem vida, e sorri depois de tudo o que lhe aconteceu. Como posso, eu, reclamar de alguma coisa nesse momento.
Foram 127 minutos como “se minha cabeça fosse um copo cheio de somrisal, borbulhando.”
Tudo o que é imaginário, existe, é.
Estamira. Eu recomendo.
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“A risada é sem dúvida, um grande radar.
Será que a erva é que me faz feliz ou eu que nasci com tendência à felicidade?” - ela diz.
Eu, fico com a segunda opção.
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“ ... beijo na nuca deveria ser obrigatório, cabelo bagunçado tem seu charme, socar pessoas devia ser legitimado como forma de apaziguamento dos seres, barba não fica bem em qualquer um; Alguns beijos são infinitamente mais inesquecíveis que outros; alguns olhares são como tiros que te atingem direto no peito e te derrubam na calçada. Psicólogas tem sempre a pergunta mais difícil, e eu tenho o direito de não saber a resposta...” (julieta)
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Ele gosta de músicas “estranhas”. Ela gosta de mpb, samba e derivados. Ele adora chope e cervejinha. Ela aprendeu no grupo dele a acompanhar. Ele liga para contar como foi a conversa final. Ela diz saber que ia doer. Ela liga pedindo Engov. Ele oferece sal de frutas. Ela manda mensagem desconexa às 3 da manhã. Ele responde filosoficamente ao meio dia. Ela não lembra, diz não entender. Ao telefone, eles riem. Ela se acha chata, em um dia péssimo. Ele consegue rir de seu mau humor. Ele usa Fructis, ela reprime. O Fructis some, ele acha que ela levou. Ele tem medo de se passar por “cabelereiro”. Ela gargalha. Ele diz que até hoje não acreditava(ou acredita?!) que seja totalmente possível uma amizade entre homem e mulher. Ela acredita que possa acontecer. E ela, aqui, agradece por ser o amigo que é! E lembre-se; ao ouvir música boa no carro, mãos para o alto e batucada! Como sugestão fica: “Eu só não quero cantar sozinho, eu quero um coro de passarinhos(andorinhas?!?! =P). Quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo que precisar. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Eu quero amor decidindo a vida. Sentir a força da mão amiga. O meu irmão com sorriso aberto se ele chorar quero estar por perto. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...”

sexta-feira, agosto 11, 2006

Para Sempre, Será!

Muitas vezes acho que ele pode duvidar do meu amor, mas não tem porque.
Temos nossas diferenças sim. Não concordamos muitas vezes na maneira de agir, de como levamos a vida, no que fazemos ou o que deixamos de fazer. Mas aprendemos a viver e a lidar com elas a cada dia.
Mesmo contrariada, muitas vezes, sempre aprendo com ele.
Tenta fazer de mim uma pessoa mais forte, menos emotiva, mais ligada na realidade. Me abre os olhos para que não faça do mundo, um conto de fadas.
Sofria, brigava, batia na mesa para me ensinar matemática. Eu chorava e dizia que nunca precisaria daquilo. Hoje, sentada na minha mesa de trabalho, estou a uma semana analisando números e gráficos... coisas da vida.... nem só mães tem sexto sentido...
Tentou me ensinar a velejar. Eu, desapontei ao preferir a lancha rebocando meu barco.
Acho que não me levou a sério quando larguei marketing para fazer moda. Penso, que achava que era só diversão ao ver meus riscos coloridos como trabalhos de faculdade. Mas tenho certeza de que se orgulhou ao presenciar o lançamento da minha primeira coleção.
Não sou a filha exemplar. Tenho defeitos, sim. Bloqueios, sim. Fraquezas, sim. Mas se não fosse assim, porque ele implicaria comigo? Não teria graça. De repente eu não seria divertida, engraçada, estabanada. De repente eu não colocaria “to tranquilão” para ele ouvir, ou Los Hermanos então. Não assaltaria sua geladeira, não iria dormir no chão da sala para ele tropeçar de madrugada, não apareceria para jantar mais de duas vezes na semana...
Adoro quando sentamos para conversar sobre assuntos que quero entender, quando pacientemente debate comigo, explica, me ensina.
Adoro nossos jantares no japonês. Quando toda vez pergunta o nome das coisas que sempre come, mas não consegue aprender.
Adoro sua risada.
É muito bom saber que tenho seu colo, sempre que precisar.
Com ele ainda tenho muito que aprender e dessas aulas, nunca irei cansar.
Ele (junto com ela) fez de mim esse “diabo-loiro”.
Quase nunca disse isso, mas você merece! Amo Você!
Uma caipirinha para comemorar? Coada, de limão, sem açúcar, com dois pacotinhos de adoçante! E batido junto!
Feliz Dia dos Pais!

OS: O texto Eu x Ele, escrito em Junho, foi baseado nele.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Tamo junto e Misturado


Poderia escrever sobre mil coisas, assunto é o que não falta, principalmente sendo segunda-feira, depois de um fim de semana com tantos momentos bons. Poderia relatar sobre a dominação de uma mega mesa na varanda do Braseiro, sobre as risadas no Jobi, em horários bem variados, sobre nossa cervejinha num pé sujo na Praça Mauá, a desenvoltura no samba na Gamboa, o papo cabeça com trilha sonora do Trio Guanabara, sobre os amigos imaginários Antonio e André, sobre a epidemia de máquinas digital, sobre papos mil no Braca pós praia, sobre ir de “penetra” em uma festa e ainda levar mais três junto, sobre a mania que se espalha de sair da casa dos amigos e levar um copo de recordação, sobre aprender a falar grego entre chopes e sambas; sobre a garrafa de champagne que nunca chegou para comemorar minha promoção no trabalho; sobre Biscoito Globo e cerveja... Enfim, podia...
Alguém ontem me perguntou se eu escreveria um texto sobre os acontecimentos e respondi que sim. Mas agora, aqui, diante da tela do computador, recordando tudo e rindo sozinha, acho que não farei. Contraditório, porque já estou a fazer né...
Foi bom. E como foi. Fica na recordação...
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Nos comentários sobre um texto que li, falei de viver cada momento como se fosse o último e me responderam com a letra de Renato Russo: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há” – concordo. E tem sido assim. Às vezes acho que quero mais, que quero coisas que de repente não podem me dar. Nada material. Outro tipo de coisa... Não devo esperar demais e achar que irão fazer assim porque eu faria. Melhor deixar para lá...
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Como resumo do fim de semana fica a frase de um texto que li ontem, da Revista: “Não se sabe quem tomou a iniciativa, se foi ela que sorriu de um jeito mais insinuante ou se ele que acordou de manhã com o ímpeto de sair da rotina.”
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É. Tamo junto e misturado!
“Se agapo”! (acho que escreve assim)

quinta-feira, agosto 03, 2006

Deu Saudade...

SAUDADE. Palavra que só existe na língua portuguesa. No dicionário é descrita como: lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir; pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia.
Como pode em uma simples palavra, caber tantos e distintos sentimentos. Existem diferentes tipos de saudades. Saudades que vem e vão. Saudade eterna. Saudade que aperta, que maltrata. Saudade que contamos os minutos para matar, porque sabemos que vamos matar. Pode até ser uma saudade gostosa, uma saudade saudável. Essa é boa. E como é. Só temos que aprender a sentir como deve ser para cada momento especifico.
Alguns dizem que saudade é coisa que dá e passa. Algumas saudades são constantes e é um aprendizado saber viver com ela. Não chega a atrapalhar, mas não preenche o vazio que faz doer. E muito.
Ela se questiona da tristeza que sente no momento pela falta que ele lhe faz. Obriga-se a sentir, obriga-se a cultivar esse sentimento, sozinha, num canto, só seu. O que precisa lembrar é que ele foi viajar e já volta.
Ruim seria se ela estivesse com saudade de alguém que não volta mais, saudade de alguém que não te quer, saudade daquilo que não pode mais ter, ai sim, eu daria o maior apoio para se recuperar e seguir adiante.
Mas ficar de "castigo" por saudade de um cara que te liga da Europa, que a adora, e que por você sente a mesma saudade, e que, quando voltar para você, por que sim ele irá voltar, será gostoso ter sentido saudade. Essa é a tal da saudade que faz bem, que dá calafrios e arrepios. Essa é a que te faz sonhar. Aproveite a saudade como uma coisa boa, sinta o desejo de querer matá-la mais e mais quando ele voltar. Pular no pescoço dele e com ele se trancar num quarto por dias e dias. Com ele sumir e aproveitar cada segundo do reencontro.
Desculpe se te escrevo duramente, mas as vezes é preciso ouvir , nesse caso ler , para se dar conta de que você não tem pelo que sofrer. Esse não é um problema, de fato. Não faça desse momento da sua vida um momento triste! Jamais! Pense nisso e volte à vida! Porque essa está aí, e o tempo, a o tempo, esse sim, não volta, nunca mais!

terça-feira, agosto 01, 2006

Momento Guerra

Indico dois blogs que estou lendo para acompanhar as notícias da Guerra entre Israel e o Hizballah.
Através deles é possível acessar outros e tentar entender um pouco a vida dos que estão acompanhando de perto cada momento.
http://23idade.blogspot.com/
http://blogdobean.blogspot.com/
Boa leitura.