sexta-feira, agosto 18, 2006

Não sou de Marte

Pra que falar? Se você não quer me ouvir. Fugir agora não resolve nada.
Se você pretende, saber quem eu sou, eu posso lhe dizer. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.
Eu sou daqui e não sou de Marte. Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim.
Sou cada palavra oculta dessas entrelinhas.
Deixo onde passo os meus pés no chão. Sou mais um na multidão.
Aproveitar a tarde sem pensar na vida. Andar despreocupada sem saber a hora de voltar. (Queria)
Bronzear o corpo todo sem censura. Gozar a liberdade de uma vida sem frescura...
E era tão real, que eu só fazia fantasia e não fazia mal.
É paixão o que me faz bem. Que me tira do tédio, quando me faz amar.
Não posso desperdiçar desejo, não sou louca assim.
Olhos e olhares. Milhares de tentações. Meninas são tão mulheres. Seus truques e confusões.
E então são mãos e braços. Beijos e abraços. Pele, barriga e seus laços. São armadilhas e eu não sei o que faço.
E o que passou, calou. E o que virá, dirá. As coisas são assim. E se será, será.
Se eu disser que não digo e não ligo, que fico... Que só vou aprontar? Quero ver; me fazer sentir mais viva, me apertar o corpo e a alma me fazendo suar. Quero beijos sem tréguas, quero sete mil léguas sem descansar.
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar!

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