quarta-feira, dezembro 27, 2006

Tin Tin


Ano que vem faremos 10 anos!
Um brinde à nosso Amigo-Oculto!
Esse ano com participações especiais!
Pena que só acontece 1 vez ao ano, juntarmos todas!
Saudades!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

Tá Chegando a Hora!

Retrospectiva, Top 15 – 2006

. Vídeos You Tube (sem comentários de tanto que me fizeram rir!)
. Coco no Mirante do Leblon as 5:30 da manhã (e ainda aparecer sem saber no RJ TV)
. Comercial de Fim de Ano da Skol
(Seu José Mané, Yeah Yeah!)
. Feriado de Finados com a Turma do Funil reunida em Angra (com mímicas, mini “rave” e jogo anos 80)
. Dia do Amigo / Pulo no Bg (com continuação na Bat Caverna)
. Ser promovida no “Job”
. Carnaval , Maratona Blocos e Desfile pela Mangueira! Sempre com Jobi como ponto final
.
Eventos Copa do Mundo
. Pôr do Sol na Praia, com amigos, cerveja e sambinha ao fundo
.
Tardes no Bar Lagoa e Braca
. Aulas de Dança de Salão
. Show U2
. Feijoada na Quadra da Império Serrano
. Viagem para Tiradentes (cachaças, passeio em Bichinhos e shows na Praça)
.
Invasão ao Pula-Pula das crianças na festa Junina

quinta-feira, dezembro 21, 2006

"Busca a felicidade agora,
nada sabes de amanhã.
Apanha um grande copo de vinho,
sente-se ao luar e pensa:
Talvez, amanhã, a lua me procure em vão."
Omar Khayyam

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Por Que Será?!

Inveja: misto de pena e de raiva; sentimento de desgosto pela prosperidade ou alegria de outrem, desejo de possuir aquilo que os outros possuem; ciúme; emulação, cobiça.
Solidão: estado de quem está só; lugar ermo, solitário.
Me interessei nos últimos dias em pesquisar o real significado dessas palavras. Estão longe de algo que se passe atualmente por mim, mas por curiosidade em decorrência de fatos, resolvi pesquisar.
Lendo textos, vi descrições interessantes. É impressionante como esses dois sentimentos, se interligados e destinados a um certo alguém, podem despejar uma carga de energia negativa que, caso o indivíduo não esteja muito bem, pode vir a se deixar abater.
Uma frase me chamou atenção: “Tudo bem que é preciso encarar a inveja como uma reação humana. Mas como tática, acho boa a de ser a melhor vingança contra aqueles que me pretendem rebaixar, consiste em ensaiar um vôo para cume mais elevado. Talvez algumas pessoas não subissem tanto sem o impulso de quem os queira por terra.” – Boa! Passarei a usar essa tática.
Não entendo porque certas pessoas se sentem tão atingidas com a felicidade alheia. Porque isso tanto incomoda?
Porque o bem, pode lhes causar o mau?!
É bom ser feliz, estar feliz e ser correspondida da mesma maneira, em áreas diversas da vida.
Não adianta mal olhado, nem mandinga, nem olho gordo. Nada e nem ninguém conseguirá colocar abaixo tal sentimento.
A música diz: “deixa eu brincar de ser feliz”, mas muitas vezes nem é preciso brincar, ás vezes é plenamente possível e fácil!
Eu sou feliz sim! E isso incomoda?!
Como diz o poema: “Felicidade não precisa de culpa. Felicidade é o alívio da dor. Felicidade é higiene mental. Exercício da alma...”
Essa menina não quer mais saber de mal-me-quer!
Deixo a conclusão para quem muito admiro; Los Hermanos:
“Olha só. É preciso força pra sonhar e perceber, que a estrada vai além do que se vê. Sei que a tua solidão lhe dói e que é difícil ser feliz, mas do que somos todos nós.
É bom sorrir! Não faz isso, “amigo”. Já se sabe que você, só procura abrigo, mas não deixa ninguém ver. Por que será?”

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Então é Natal...


É, chegou o fim do Ano. Passou como uma flecha, já estamos em Dezembro.
Parece que foi ontem que fui admitida no novo emprego e isso foi em Março.
Parece que foi ontem que saía mais cedo do trabalho, toda de verde e amarelo, para o primeiro jogo do Brasil na Copa, mas foi em Junho!
Parece que foi ontem minha maratona de blocos de carnaval, desfile na Mangueira e Jobi ás 5 da manhã. Mas foi em Fevereiro.
Parece que foi ontem, que dominamos a varanda do Bg e comemoramos o Dia do Amigo/Pulo. Mas foi em Julho.
Parece que foi a pouco que passamos o dia no Bracarense comemorando o Natal, e já faz um ano!
É Natal, de novo. A Leader já esta com sua propaganda (dessa vez diferente dos anos anteriores, estranho), a árvore da lagoa já causa um caos no trânsito; ainda não vi o comercial especial de Natal da Sadia (que normalmente é lindo); o Iguatemi esta com a decoração mais linda do mundo, como sempre! Os prédios já piscam a noite e a casa já esta enfeitada!
Para muitos é tempo de recomeço, de estar com a família, de pesar os prós e os contras...
Faz alguns anos, na verdade desde 23 de Dezembro de 1992, que o natal não tem mais o mesmo significado para mim. Minha recordação não é de um grande acontecimento, então não vivo o natal como a maioria dos brasileiros. Para mim é mais um dia, como outro qualquer. A diferença é que ganhamos e damos presentes e tem comidas estranhas sendo servidas!
O fim do ano, além de eu realizar um dos prazeres que tenho, ajudar pessoas que precisam, seja doando roupas, uma cesta básica, ou mesmo um panetone, (Nessa época do ano, as pessoas parecem ficar mais sensíveis e deveriam fazer essas boas ações o ano todo, ou sempre que fosse possível. Faz um bem que só quem vive esse momento pode entender.)
Para mim o fim do Ano me faz olhar para trás e fazer uma retrospectiva do meu ano. Não pedir coisas para o ano que vem, mas agradecer por ter vivido intensamente esse que esta passando.
Ser feliz pela alegria que tenho, a saúde, a família, amigos, namorado, trabalho, tudo.
Ser feliz por saber viver.
Por saber fazer e não esperar acontecer.
Ser feliz e fazer essas pessoas felizes.
Se pudesse pedir alguma coisa, pediria que fosse feliz tudo de novo!
Papai Noel, ai esta minha carta!
Em tempos modernos, deixo-a no blog!
Feliz Natal!

segunda-feira, dezembro 04, 2006

"Árveres"


Tenho que dar o braço a torcer.
Apesar do caos no trânsito, as 60.000 pessoas que invadiram a orla da Lagoa, as cem mil barraquinhas dos mais variados petiscos...
Foi linda a inauguração da árvore da lagoa.
Sentada no Bar Lagoa, rodeada de bambas do melhor papo, acompanhada de chopps e caipirinhas, em meio a gorgomilos e derivados, com epidemia de gruminhos de limão em nossas peles, quase ajoelhada no chão para não perder a mesa. Foi lindo!
Próximo passo. corrida de pedalinho ao redor da árvore!
Porque "as arveres, somos nozes!"

sexta-feira, dezembro 01, 2006

"Deixa Acontecer Naturalmente..."

Ela veio conversar sobre suas aflições.
Pensa que não sabe o que se passa. Não tem certeza dos sentimentos que batem por dentro. Na verdade, não que não tenha certeza, tem muita certeza, mas tem muito medo também.
Como é possível dar nome à um sentimento, se eles não vem com bula ou manual de instrução. Complicado. Não sabemos a posologia ideal. Rola um receio de overdose.
Como ter certeza de que é exatamente aquilo o que você esta sentindo? - pergunta difícil!
Lemos sobre eles, definições aos sentimentos, ouvimos falar, mas na verdade, são tão abstratos que fica difícil reconhecê-los. Denominamos por alguns nomes, mas sempre na dúvida se é aquilo mesmo.
Dizem que paixão é fulminante e avassaladora. Que faz doer e passa rápido. Que queima e arde por dentro. Sentimento excessivo, amor ardente. Um vício dominador (diz o dicionário). Que faz as pernas tremerem. Que faz as “butterflies” brotarem no estômago. Uma ansiedade, uma mistura de tesão, desejo e sempre um querer mais.
Falam que o amor é mais sóbrio, envolve outros sentimentos juntos. É companheirismo, carinho, paixão, amizade, tudo ao mesmo tempo, mas com dosagens mais exatas, se é possível assim dizer.
Ela diz que ás vezes bate um aperto quando acha que alguma coisa vai mal, ou que pode vir a desandar. Bate aquela insegurança. Quando um pensa e age de maneira inesperada. Quando parece que vai dar defeito. Acontece. Nada para grandes problemas ou debates, mas é necessário toda uma experiência para o entendimento quase 100% do tempo. Entendo o que ela diz.
Ela queria uma certeza, tipo ver em uma “bola de cristal” se esta entrando numa fria ou não. Claro que tudo seria mais fácil se já soubéssemos o que irá acontecer no final. Mas não tem como e seria como ler o último capítulo do livro sem nem ter lido o prefácio. Não dá. Nesse quesito só posso lhe desejar sorte.
Arrisque. Se entregue e corra o risco. Na vida é preciso tentar! Ter segurança o tempo todo chega a ser monótono e ai não tem graça.
O negócio é aprender a lidar com a tal da insegurança que aparece de repente e essa sim te faz tremer da cabeça aos pés. Um dia tudo ótimo e um medo de que o dia seguinte não seja tão bom. Uma besteira. Ninguém pode viver pensando no amanhã. Queria criar um Rodasol para baratas sabe, para essa tal de insegurança. Assim poderia viver em paz e tranqüila. E ser feliz. E só.
Mas e ai, onde ficariam as histórias para contar?!
Não complique. Apenas curta o momento! “Deixa acontecer naturalmente...”

segunda-feira, novembro 27, 2006

Simples Assim

Li um texto muito bom na Revista do Globo esse domingo. Texto da Martha Medeiros, normalmente bem interessantes.
Essa semana falava sobre “O que a gente espera do amor?” Abaixo trechos do texto, com adaptações minhas.
Na verdade, como ela diz, o que esperamos soa ao delírio. Pois esperamos TUDO. Que sejamos apoiados e todas nossas decisões, que o sexo seja nada menos que exuberante, que jamais escutemos um não, que o humor se mantenha elevado, que adivinhem nossos pensamentos (e que não adivinhem quando eles puderem causar mágoas) que haja disposição para aceitar a todos os convites, que nunca cansemos do rosto, da voz, do jeito do outro, que dias passem leves e sejam sempre como foram os primeiros (famosos ditos por mim como dias de margarina), que o tédio jamais bata à porta, que não haja mal entendidos, que não se economize nos beijos, que a vida cumpra o prometido: ser uma festa constante.
De repente por esperar tanto, um verdadeiro mar de felicidade, a frustração em alguns casos, logo aparece.
Ele não vai topar ir a um show de dança e você então vai sozinha, e, sem pensar em revanche, aceitará dele um convite para assistir um show de uma banda que quase não conhece (mesmo que o lugar nem esteja pronto e você fique em cima de uma tábua de madeira no chão) e até vai se divertir com o programa (diversas pessoas pulando e gritando músicas ao seu redor e você com a sensação de estar em uma gangorra porque a tábua de madeira a fazia pular por inércia).
Ele não vai se vestir dentro dos padrões que você considera de bom gosto, mas vai impactá-la com uma originalidade à qual você não estava esperando.
Um dia ele não poderá te levar aquele restaurante que tanto queria ir, mas improvisará um jantar com queijos, pães e vinhos e você achará lindo e romântico.
Ele não vai dizer a frase certa na hora certa (Até dizer uma coisa quando pensava dizer outra e tentar consertar será até engraçado...) e ai você vai descobrir que nem sempre existem frases erradas.
Ele não vai gostar do que você gosta, e você não vai gostar de tudo o que ele gosta, e a criatividade para descobrir prazeres em comum dará a relação um caráter insuspeitado (como assistir Simpson e Grey-s Anatomy e depois querer debater o ocorrido, mas ele se recusa!)
“De um jeito bem mais simples, é possível amar aceitando o que é possível receber, sem sofrer pelo que foi sonhado em vão.
Não há como realizar nem metade do que idealizamos, e muito menos o tempo inteiro”
Temos é que aprender a ser feliz de uma maneira mais simples e mais divertida! Porque senão, quando nos dermos conta, o que era bom, passou!
Trilha do Fim de Semana:
"Jesus, don't cry. You can rely on me honey. You can combine anything you want. I'll be around. You were right about the stars, Each one is a setting sun. Tall building shake, Voices escape singing sad sad songs. Tuned to chords strung down your cheeks. Bitter melodies turning your orbit around.
Voices whine. Skyscrapers are scraping together. Your voice is smoking, Last cigarettes are all you can get. Turning your orbit around. Our love, Our love, Our love is all we have. Our love, Our love is all of God's money. Everyone is a burning sun" - Wilco

terça-feira, novembro 21, 2006

Para Relembrar

Abriram a primeira garrafa de vinho, sentados no deque. O céu estava estrelado, contribuindo para a noite que começava. Copos improvisados para o vinho, alguns petiscos de improviso e facilmente a conversa foi lançada.
Eram assuntos diversos e risos constantes.
Como quem não quer nada, um arrancava do outro, através de perguntas não objetivas aquilo que queriam saber. Uma maneira engraçada e divertida de saber do passado, sem causar ciúmes ou coisa parecida.
Quando se deram conta a primeira garrafa já estava terminada. Então partiram para a segunda.
Todo o processo de abrir a garrafa fazia parte da cena. Já riam do que nem tinha tanta graça, mas sabem como é; tem momentos que até o nada lhe parece divertido...
Começaram então a lembrar de histórias do passado, coisas que já tinham vivenciado juntos e até mesmo fatos ocorridos com cada um isoladamente.
Era uma conversa fácil, onde o tempo passava e não se davam conta das horas.
Era, de certa forma, um momento de tensão para ambos, pois seria a primeira vez que estariam a sós, fora do contexto habitual.
No fundo ela tinha certeza de que tudo daria certo. Se já dava certo anteriormente, porque não agora?!
Eles tem uma incrível característica de passar horas sozinhos e assuntos não irão faltar.
Falam da chuva e do bom tempo, falam da vida e do passado, falam de política e livros, culturas e amigos. Ela tenta aprender sobre músicas e bandas. Ele tenta uns passos de dança. E por aí vai.
Isso já faz um tempinho. Não sabe bem porque ela lembrou dessa história agora. Enquanto passeava pelas ruas do Leblon, as 8:30 da manhã dessa terça-feira, pós feriado. O tempo indefinido, não sabe se abre ou se chove.
Só sabe que é bom ter lembranças.
Lembranças de fatos que fazem parte dessa história que escreve.
E porque não?! É bom lembrar. É bom escrever para que no futuro, possa novamente, relembrar.
Trilha Sonora: "Do you wanna dance and hold my hand ? Tell me that I’m your man. Baby, do you wanna dance ? Do you wanna dance under the moonlight ? Squeeze and kiss me all through the night. Baby, do you wanna dance ? Do you wanna dance girl and hold my hand ? Tell me that I’m your man. Baby, do you wanna dance ? Do you wanna dance under the moonlight ? Love me girl all through the night Baby, do you wanna dance ? - jonny rivers

segunda-feira, novembro 13, 2006

"Pour Vous"


Não é propaganda enganosa, mas sim, todos nós, sempre, em algum momento, damos defeito.
Você já a conhecia faz tempo. Eram amigos. São grandes amigos.
Já a viu chorar, já a viu sofrer, embora ela tenha a péssima mania de querer parecer forte e agüentar todos os problemas em suas costas.
Mas a pouco tempo, uma coisa a fez desmoronar. E sem saber pedir ajuda ou explicar, guardou para si a confusão que formou-se em sua cabeça. Não aceita que sua cabeça, essa sim, tenha o poder de controlá-la de tal maneira. Não aceita suas medicações e efeitos colaterais. Não aceita com que sua cabeça a faça com que tenha medos, que tenha agonias, que se sinta mal, onde normalmente se sentiria absurdamente feliz e segura.
Aos poucos esta conhecendo um outro lado dessa menina. Um lado que ela tem “vergonha” de mostrar, de assumir. Ela não queria ser a mulher maravilha, mas não se incomodaria em chegar perto disso.
Ela adora ajudar aos outros, ouvir, dar conselhos. Gosta de estar junto, de participar. Torce pelos que gosta. Adora seus amigos. Adora sua família e mesmo brincando que sejam um pouco “loucos”, se diverte e muito de fazer parte desse contexto.
Ela odeia pensar que possam discutir e ainda mais aceitar que tenham discutido por tão pouco. Na verdade, viver a dois é uma arte e até que se conheça os costumes, manias e vontades de cada um, leva tempo. E esse tempo tem que ser valorizado, pois ele é a principal batalha em um relacionamento.
Ela sabe que tem tido seus altos e baixos, mas também esta lutando para controlá-los. Acredite.
“Você não imagina o quanto ela te quer e cada vez mais e você não poderia medir o quanto a vontade cresce e preenche e quanto sangue circula e quanto tempo ela seria capaz de passar ao seu lado, muda, calada.”
Você não tem noção do bem que a faz e de como é bom cada minuto. As brincadeiras, as “inside jokes”, o acordar, o dormir, o acordar de madrugada, os programas padrão... enfim...
“Você conhece o seu abraço e o seu beijo mais íntimo, mais guardado, você a sabe afetiva e conhece seus afagos.”
Você conhece suas vontades e seus desejos. Você já a viu cantar, já a viu dançar, você já a carregou para cama somente para fazê-la dormir. Você conhece e acompanha suas histórias mais íntimas não é de hoje. Você se diverte com suas frases mal humoradas e tenta a animar quando algo acontece.
Você não sabe o que representa para ela.
Agora, a conhece como namorada. O tempo fará com que se entendam e aceitem seus jeitos de ser e agir. E conversas farão se entender. E no dia seguinte... É, no dia seguinte vocês sabem deixar "rolar"...

sexta-feira, novembro 10, 2006

O Diabo do Ciso

Depois de uma noite inteira de insônia, perturbada por um objeto não convidado a frequentar minha boca, (não pensem besteira), o diabo do ciso, resolvi dar uma lida a respeito do tal impostor.
“Os terceiros molares, ou dentes de "ciso", são os últimos dos dentes permanentes a "aparecerem" na boca, fato que acontece quando o indivíduo está entrando na fase adulta, entre os 16 e os 20 anos de idade. Daí serem também conhecidos como dentes do juízo.”
Nessa fase da leitura começo a me questionar; o que faz um intruso retardado que resolve aparecer com 6 anos de atraso?! Me faz ficar com a cara do Kiko, falando de um jeito estranho e não de muito bom humor? Se é conhecido como dente do juízo, por onde andava o meu até agora?! Melhor pular essa etapa.
“Outra teoria que procura explicar esta falta de espaço nos arcos dentários é a teoria da evolução da espécie. Do homo sapiens para o homo erectus (homem moderno) grandes alterações nas estruturas óssea foram observadas.” Porque diabos então, já que somos teoricamente seres evoluídos, ainda temos que lidar com esses dentes malditos e sem função?
Na verdade não temos nada de evoluídos. Terei eu, que ir a uma clínica especializada em buco maxilo facial (bonito nome), deixar uma boa fatia do meu sagrado salário, para um esperto que teve a felicidade de escolher a profissão certa! Arrancar cisos de todos os seres ainda não evoluídos e assim garantir seu pé de meia.
Fica aqui uma dica para aqueles que ainda não escolheram suas profissões. Pensem duas vezes!!!
Cisos tem sua função!

quarta-feira, novembro 08, 2006

"Somos Nozes!"


Quando junta muita gente, num mesmo ambiente, com pensamentos diferentes, profissões diferentes, visões diferentes, imagina-se que poderá vir a ser uma tragédia.
Não quando esta cada um na sua, mas com alugma coisa em comum!
A extrema vontade de se divertir e ser feliz. O resultado é o melhor possível.
Apela-se até para Santa Clara. E claro, ela não decepciona.
Tem violão, marácas, chapelão, tem risada, tem jogo, tem robalheira. Tem beijo, tem fura olho, tem ressaca e tem dramim. Tem caipirinha, vinho, cerveja e até cachaça. Tem brinde, tem prenda, tem piada e histórias intermináveis. Tem churrasco, tem engov, muita água, muito sol e diversão. Tem gente que dorme na praia, gente que dorme no sofá, tem gente que nem lembra. Tem dança da manivela e até reggae em francês. Tem gente que pula, tem gente que cai, tem gente que faz!
Tem céu estrelado, tem chuva para desesperar, tem jogo anos 80 e mímica para completar. Tem bolo, com quem será e zoações para acompanhar.
Se a vida é feita de momentos de felicidades, dias de felicidades então, não tem preço. Exatamente como no comercial da Mastercard.
Claro que depois o “rombo” vem por email. Mas, como já dizia o Rappa, valeu a pena, eh eh...
Tem de tudo e mais um pouco quando o desejo é ser feliz.
Qualquer semelhança com dias de comercial de margarina , não é mera coincidência.
Às vezes dá vontade de mandar o tempo parar. Não passar. Não perder um minuto das butterflies que saltitam no estômago e transformam a vida em momentos de êxtases profundos. Se é paixão ou não, se é algo a mais ou não. Não sei dar nome. Só não quero que passe, que acabe. Não quero viver de sonhos, mas quero ser feliz assim, sim!
Esse blog não é solidão! (como disseram). Não cabe mais nesse espaço. Esta preenchido. Favor entrar no fim da fila!
Foram dias em que a equação não podia ser mais exata.
Balão mágico já cantava, como é bom ter amigos. E assino embaixo. Somos amigos pra valer.
Amigos estranhos; que criam bolas de lã no umbigo, socam olho, chutam presentes na árvore de natal... , mas amigos!
Os meus são loucos, mas “tamo” junto e somos “nozes” , sempre!
Por isso, à todos: “Arriba, Abajo, Al centro e Adentro!”
Trilha Sonora:
“Meu coração tá batendo. Como quem diz "não tem jeito!"
Zabumba bumba esquisito. Batendo dentro do peito.
Teu coração ta batendo. Como quem diz "não tem jeito!"
O coração dos aflitos pipoca dentro do peito. O coração dos aflitos pipoca dentro do peito
Coração bobo, coração-bola, coração-balão, coração-São-João.
A gente se ilude, dizendo: "já não há mais coração..."

segunda-feira, outubro 23, 2006

Sem Saber Porque...


Porque na vida, tudo vêm e vai, sem ao menos pedir licença e nem se preocupar se estamos preparados para aquilo.
Sem despedidas, sem palavras, sem gestos. Fica no ar o que poderia ter se vivido enquanto tínhamos chance. Agora é passado. É lembrança. É recordação.
Mais uma.
E nunca aprendemos a lição.
E muitas vezes deixamos que a vida nos faça cometer os mesmos erros e depois se arrepender dos mesmos fatos. E não adianta querermos voltar atrás.
Fecha-se um ciclo. Inicia-se outro.
Como uma onda que bate na areia e volta e nunca será a mesma nem na ida e menos ainda na vinda.
Que seja mais uma estrela, e que olhe por nós.
E que aqui, possamos, não deixar espaços em branco e escrever a história certa, da melhor maneira que possa ser.

terça-feira, outubro 17, 2006

Dias de Comercial de Margarina


O mar tem a capacidade de fazer com que fique hipnotizada.
Gosta de olhar para ele quando esta triste e também quando esta feliz.
Ondas batendo na areia fazem com que seus pensamentos voem longe e que na imensidão sem fim daquele olhar, se percam também os pensamentos.
Parece infinito, parece que os objetivos ficam longe, sem alcance, mas ao mesmo tempo, acalma e proporciona sensações boas.
As cores misturadas de verde e azul, monta em seus pensamentos uma extensa cartela de cor. Pedras no fundo, a cor da espuma branca batida em cada onda, a areia, mesmo que em uma mini praia, o verde que toma conta de cada ilha, em árvores e plantas diversas, os raios de sol que refletem ao mar. Como pode ser tão bonito? Como pode fazer esquecer de tudo? Como pode transmitir tanta paz? Como pode ser tão bom?
Uma sensação momentânea de que o mundo parou e ali só estão os dois. As conversas, as mil conversas, as risadas, os momentos que só eles lembrarão. As frases que saem de maneira errada e na hora errada, mas ainda assim, é tão bom. As garrafas de vinho, a água que transborda da panela, as salsichas que “explodem”. Palavras cruzadas, debates de textos lidos no jornal, filmes e mais vinho.
A cada conversa, uma nova descoberta. A cada momento, segundos que não quer que passe. Dá vontade de parar o relógio. É isso. Não tinham hora, não tinham com o que se preocupar, não tinham que fazer nada além de fazer daqueles dias os melhores até então.
É um começo, sim.
Para sempre? Quem sabe... É sempre o que se deseja quando se esta plenamente feliz.
É duro voltar e recomeçar. Encarar pepinos diários e problemas que não mais podem ser adiados a solução.
Mas, como diz o ditado, nem tudo são flores e agora é esperar quando poderá viver tudo de novo.
Sem pressa, sem medo. Simplesmente deixar acontecer e se deixar ser feliz.
"...Eu tô te esperando. Vê se não vai demorar..." - Paralamas do Sucesso

segunda-feira, outubro 09, 2006

Bateu Saudade

É engraçado como a vida é. Como o tempo pode fazer com que pessoas se afastem, outras se aproximem e que as relações mudem tanto.
Reencontrar pessoas com quem tinha tantos assuntos e debatiam sobre diversos fatores e agora parece tudo tão distante. E certas conversas parecem não mais fazer algum sentido. É meio frio, meio que como se ali existisse uma barreira que apenas foi construída pelo tempo, ou até mesmo pela falta dele e por isso o afastamento.
Ao mesmo tempo existem pessoas que nos parece serem eternas amigas, mesmo que o tempo e a distância tenham se incumbido de afastá-las, sempre que se encontram é como se tivessem se visto à pouco. O papo flui normalmente, as risadas, as brincadeiras. Não como a dez anos atrás, mas de forma igualmente prazerosa. Por dentro, bate uma pontinha de saudade, porque era muito bom. Mas ao mesmo tempo, percebe que muitas outras coisas vieram, diversas pessoas entraram em sua vida, infinitos acontecimentos houveram pela decisão do caminho que seguiu. Mesmo em rumos diferentes, suas estradas sempre acabam se cruzando e esse reencontro é de muita felicidade.
Uma saudade que às vezes aperta, mas acalma, por saber que esta ali. Perto, sempre e para sempre. Assim espera.
*******
Porque em toda festa surpresa sempre tem um “infeliz” que resolve, por um ímpeto de egoísmo ou mesmo por apenas distração, acabar com o sentido da palavra. Qual a dificuldade de compreensão do significado de surpresa?! Para os que ainda desconhecem, aí esta:
ato ou efeito de surpreender ou de ser surpreendido; sobressalto; prazer inesperado; notícia ou coisa que alguém prepara para surpreender outra; sucesso imprevisto.
Enfim; ainda assim foi bom; muito bom. E como foi.
Existem momentos que sempre gostaria de se lembrar; a serenata (ou seresta) dos amigos, com direito a batucada na porta do armário, é um deles. Não sabem ao certo como desencavaram a letra, simplesmente hilário.
“Quem dera ser um peixe. Para em teu límpido aquário mergulhar. Fazer borbulhas de amor pra te encantar. Passar a noite em claro dentro de ti ...” - Fagner

terça-feira, setembro 26, 2006

Always Forever Now

“ ... beijo na nuca deveria ser obrigatório, cabelo bagunçado tem seu charme, vinho te redime de todos os pecados. Barba por fazer quase sempre é um charme. Alguns beijos são infinitamente mais inesquecíveis que outros; alguns olhares são como tiros que te atingem direto no peito e te derrubam na calçada. Tem gente que sabe como usar as mãos, tem gente que sabe te fazer calar; os sorrisos de algumas bocas dilaceram o estômago; as risadas então... Pessoas que não vivem um caso de amor com suas paixões, ou supostas elas, são medrosas demais; algumas pessoas demoram tempo demais, algumas pessoas ficam tempos além” - (Julieta)
Outras estão há tempos do seu lado e se pudesse imaginar que daria tão certo e que seria tão bom ... Dias de chuva são perfeitos para um dia de preguiça, jogado no sofá e bem acompanhado; tem beijos que parecem tirar o ar mas você implora para não acabar ; dvd’s com vinho e pão de queijo às vezes parece ser o programa perfeito. Ficar rolando na cama sem ter hora para acordar, não tem explicação. Praia com amigos e cerveja na hora do por do sol, não tem preço. Tomar água de coco no Mirante após uma boa festa, também não. Assistir a jogos do Flamengo são menos torturantes do que poderia imaginar. Assistir a um Fla x Flu pode não dar muito certo, mas a rivalidade é bem interessante. Poder ler jornal debatendo os assuntos é bom. Provocações podem ter bons resultados. Início de relacionamentos sempre causam butterflies, que rezamos para que nunca sumam. Enrolar os pés embaixo do edredon é delícia. Porrezinho de saquê de bobeira em casa é engraçado. Tem momentos que deveriam ser registrados para sempre, não só em nossas mentes. Dias de comerciais de margarina poderiam ser eternos...

segunda-feira, setembro 18, 2006

Carrossel

Sempre foi a favor de que todos os momentos da vida, tivessem trilha sonora.
Seja samba, punk, rock´n roll, country, baiana ou sertanejo.
Não só por adorar música. Mas pelo fato de que letras de música ficam marcadas e tem a capacidade de, independente dos anos que passamos sem ouvi-las, quando acontece, sempre nos faz lembrar dos momentos que marcou.
Pode até ser de um grupo pelo qual não tem muito conhecimento, mas quando está ali no meio da multidão, o palco iluminado, com todo um contexto a sua volta, não importa quem esta cantando, e sim, o que. E em segundos, as músicas que cantam, passam a ter um significado jamais esperado.
Cedo para ter um trilha sonora? Talvez. Talvez não. Porque todos momentos bons devem para sempre ser lembrados. E o `set list´ parece ter sido montado exatamente para eles naquela noite. E isso, não podem deixar de reparar, e rir ao comentar.
“Mil acasos me levam a você de um jeito desigual
Mil acasos apontam a direção. Desvio de rota é tão normal.
Mil acasos me levam a você, no mundo concreto ou virtual
Quem sabe, então, por um acaso, perdido no tempo ou no espaço
Seus passos queiram se juntar aos meus. Seus braços queiram se juntar aos meus”
“O tempo só chegou pra me dizer. Tudo que não pude perceber.
O tempo vem trazendo algumas marcas. Na rua e no meu coração.
O tempo choveu fora da estação. Por isso me chamou pra uma conversa
O tempo veio hoje me encontrar. Vem me falar de uma chance...”
“Bem mais que o tempo, que nós perdemos...”
“Nesse jogo de reflexo a certeza me distrai. Seu desejo é meu início e eu estou tão perto agora, eu sei
Uma curva, não um risco. Alegria é como um vício...”

Ele diz não saber onde vai dar. Ela diz que não precisam parar para pensar. Sem debates, apenas aconteceu. Não que não queira debater, para coisas boas, vale a pena falar. Apenas acha que não precisam dificultar o que não tem que explicar. Acha que estão traçando o caminho certo, e se o sorriso demonstra felicidade, não tem em que duvidar!
Como no nome da turnê, a vida por ser um Carrossel, dá muitas voltas!
No bis, a trilha sonora:
“É forca antiga do espírito virando convivência de amizade apaixonada. Sonho, sexo, paixão. Vontade gêmea de ficar e não pensar em nada. Planejando pra fazer acontecer ou simplesmente refinando essa amizade. Eu vou dizendo na sequência bem clichê, eu preciso de você...”

segunda-feira, setembro 11, 2006

Mirante

Às vezes parece difícil por não ter explicação, mas é sempre muito bom quando acontece de repente. Dizem por ai que coisas não programadas tem um gostinho especial. Pode ser.
Ser pega de surpresa, muitas vezes nos faz parar e pensar. Ou não. Para que pensar? Pensando, pode vir uma explicação e não sabe ao certo se o que quer no momento é uma explicação. Não quer uma avalanche de hipóteses e nem questionamentos. Nem perguntas, nem respostas.
Conversar vendo o mar batendo nas pedras, respingos no ar, com o vento batendo no rosto, com o dia amanhecendo. É bom.
Água de coco para ressaca faz bem.
Não pensar em nada e apenas aproveitar o momento, faz um bem que não tem explicação.
É isso. No momento quer viver, quer não explicar, quer não entender, quer apenas viver.
Viver o que parece que lhe faz bem.
Será que pode?

“O mundo é portátil, pra quem não tem nada a esconder.
É só mistério, não tem segredo. Sou pequenina e também gigante.
Em alguns instantes... Falados os segredos calam e as ondas devoram léguas.
Na certeza de não apressar o mundo.
Não vou divulgar, apenas lembrar como pode ser bom...”

quarta-feira, setembro 06, 2006

Geografia Popular

São sonhos tão novos e amigos antigos.
Pra temperar vodka . Gargalhadas gostosas.
Acrescenta pequenos momentos de silêncio. Conferir a sério e esperar.
É louco viver!
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“Mais uma dose. É! Claro que eu tô afim. A noite nunca tem fim. Porque que a gente é assim?
Eu vejo o futuro repetir o passado”
********
E aguarda ansiosa pelo samba que chega junto da noite de hoje.
Nada como o samba, com essas pessoas, para voltarem a sorrir e tentar, não mais pensar no que passou.
“Mais dou um aviso que o meu improviso. É sério é ciso não é de brincar. Otário com aço eu mando pro espaço. Eu sambo, eu faço o bicho pegar”

segunda-feira, setembro 04, 2006

Apelo

Apenas questão de segundos. Quando se percebe, “pluft”. Acabou.
Aprende-se a amar quando ainda é um nada. Nove meses de ansiosa espera. Planos e mais planos. Nomes e mais nomes. Dúvidas de como será. E quando surge, todas as atenções são voltadas para aquela pessoa. Involuntariamente, porque não tem como ser diferente.
E como aceitar que em segundos, tudo aquilo que aquela pessoa representa e é para você, não esta mais ali. Como entender a dor, o sofrimento que causa. Um aperto, como se estivessem dando um nó no coração. E tudo aconteceu de maneira tão estúpida. Que nunca se achará resposta para a pergunta que ecoa por dentro. Não tem explicação.
Surgem especulações. Falam da alta velocidade, falam que estavam bêbados. É possível. É de imaginar que realmente estivessem. Imprudência. Irresponsabilidade. Sim. E faz pensar quantas pessoas agem da mesma maneira. Quantas vezes nós mesmos temos a certeza de que somos capazes de pegar um carro e dirigir, que as cervejinhas a mais não farão diferença. Mas faz. E o resultado pode ser uma tragédia. Para os que ficam.
Como conviver com o vazio que fica. Impossível aceitar.
Se o impacto da notícia chocou a todos, que pelo menos todos parem e pensem, e que a partir de agora, sejam menos egoístas e irresponsáveis e tenham cuidado com o que nos deram e não temos o direito de tirar: a vida. Nem a nossa e muito menos a de alguém.
É um apelo.
Um pedido.
Uma perda por si só, já é sofrida demais. Mas da maneira como foi, é inaceitável.
Que um dia, os pais desses jovens possam conseguir a voltar dormir em paz.
A nossa vida aqui, segue. Nosso papel é fazer dela uma história boa de ser lembrada; mas pelos nossos netos!

quinta-feira, agosto 31, 2006

Bem Que Se Quis

Foi um reencontro inesperado. Nunca imaginaram que pudessem se esbarrar ali. Não sabem exatamente o porque, mas não acharam que seria naquela noite.
Ao sair do trabalho, ela resolveu que faria umas compras no supermercado. Coisas básicas para quem mora sozinha. Entre as compras estava um bom vinho e pipocas, na sua concepção, ótimos ingredientes para acompanhar um bom filme ou um bom livro. Foi isso que decidiu buscar. Foi então à livraria. Aquela, que sempre freqüenta. Lá pode folhear as revistas que acaba comprando para seu trabalho e pode dedicar algum tempo na escolha de um bom livro. Foi ai que tudo aconteceu. Como na cena de um filme, ela estica a mão para pegar o livro e outra vem na mesma direção, quando se alcançam um olha para o outro e pedem desculpas. Ao se olhar, sorriram. Um sorriso de desculpas e ao mesmo tempo assustado. Como poderiam se encontrar ali, depois de algum tempo sem se falar e para pegar o mesmo livro. Ele deixou que ela o pegasse. Mas a atenção naquele momento não era mais para o livro, que estava nas mãos dela. Mas para o diálogo que se iniciava entre eles.
Ele perguntou do trabalho, da família dela, por onde ela andava, já que estava sumida dos lugares que aparecia com freqüência... Ela falou da mudança de alguns hábitos, das boas novas em seu trabalho, também perguntou pela sua família e como era costume entre eles, o papo fluiu de maneira normal. Ele então a convidou para um café. Ali mesmo, no andar de cima da livraria. Ela aceitou.
Falaram de tantas coisas. Ele das viagens que fez recentemente, ela das que tanto deseja fazer, mas não pelo trabalho porque gostaria de ter mais tempo para aproveitar. Lembraram de quando ele tentou ensiná-la a tocar violão, a desgraça que foi. Mas riram também ao lembrar da revelação que foi quando ela decidiu somente na voz o acompanhar. Um dom que não conhecia, pois a mania vinha de cantar sozinha, no chuveiro.
Trocaram comentários dos últimos livros lidos por cada um, falaram de textos lidos na internet, começaram um papo sobre política, mas nesse quesito ele deu de ombros, pois não entendia nada e nem fazia questão de a parte ficar. Ele tentou começar um papo, meio que sondando se ela estava sozinha, mas rapidamente ela inverteu a conversa e falou sobre um filme espetacular que tinha visto. E ali ficaram um tempo. Ele sabia ainda como pedir o café para ela, com um pouco de creme, sem açúcar e um pacotinho de adoçante. Foram quase três para cada ao longo da conversa. Até que ele sugeriu que, já que ali estavam, porque não mudavam de lugar e passassem para o japonês ali perto. Ele sabia de seu vício pela culinária japonesa e tinha a certeza de que esse convite ela não ia recusar. Sem pensar duas vezes, ela agradeceu o convite, falou que a conversa estava ótima, mas que ainda tinha que terminar uns desenhos para o trabalho para apresentar na manhã seguinte em uma reunião. Surpreso, ele riu. Perguntou se então poderia ligar para marcar um jantar, e ela falou que achava melhor não. Que o acaso ficaria responsável por fazer com que se encontrassem de novo, como tinha acontecido naquela noite. Surpreso, novamente, ele sorriu. Se despediram e ela partiu.
E partiu feliz. Tinha a certeza de que não se arrependeria por ter recusado o convite. Às vezes é necessário tomar decisões que nos farão bem, e só. E foi isso que fez. Dessa vez, foi ela quem sorriu.

“Tinha sido apenas um sorriso e nada mais. As coisas não iriam se ajeitar por causa disso. Aliás, nada ia se ajeitar por causa disso. Só um sorriso. Um sorriso minúsculo. Uma folhinha em um bosque, balançando com o movimento de um pássaro que alça vôo. Me agarrei aquilo. Com os braços bem abertos, porque quando chega a primavera, a neve vai derretendo floco a floco, e talvez, eu tivesse simplesmente testemunhado o primeiro floco que se derretia. Com sorriso nos lábios, saí correndo. Apenas saí correndo.” - (O caçador de Pipas)

terça-feira, agosto 29, 2006

Desembarque

Soube que chove e faz frio no Rio. Em Paris, o clima é quase o mesmo. O céu esta um pouco nublado, mas nada que atrapalhe. As malas ficaram no chão do quarto do hotel, que nem reparou se era bom ou ruim. Saiu correndo para andar pelas ruas. Por mais que já tenha estado por aqui, é impressionante como chegar é sempre maravilhoso e a beleza dessa cidade é algo de indescritível.
Foi meio que levada sozinha para um dos pontos que mais admira, a Notre Dame. A beira do Sena, ali estava ela. Entrou, admirou mais uma vez sua beleza. Lembrou da última vez que ali esteve. E subiu, para que lá de cima, mesmo no meio da névoa que tomava conta do cinza da cidade, pudesse apreciar tudo do alto. Ali ficou um tempo.
Ao sair de lá, sentou em um café e ficou apreciando o vem e vai das pessoas. Como era bom estar ali.
Seguiu para o Museu Rodin, na sua memória, aquele lugar era lindo e foi exatamente o que encontrou ao entrar. Ele fica logo ali, ao lado de Les Invalides, perto da ponte Alexander III e mais a alguns passos, da conhecida Champs-Elysées Avenue. No jardim, permaneciam as esculturas em pedra, em bronze, uma espetacular recepção para quem acabava de pisar em Paris. Podia passar horas e horas vagando por ali. E foi o que fez.
Já era noite quando foi se encontrar com amigos que há tempos não via. Sentaram na varanda do restaurante e entre garrafas e mais garrafas de vinho, colocaram o papo em dia, junto de risos e de sua felicidade que voltava a vibrar dentro de si. Essa era ela, e assim foi bom ver como a escolha de só viajar para uns dias de férias era melhor do que se mudar de vez. Sua chefe tinha razão. E ela estava feliz por ter acatado a boa sugestão.
*************
“Andam fazendo de tudo querendo tirar meu humor. Greve de paz, greve de amor.
Um bom malandro não tomba!
Tô sonhando, mas eu sou feliz. Só sonhando, porque eu sou feliz!”
**********
A letra acima, mostra que o último texto (Ctrl – Alt- Del) foi escrito de maneira a colocar para fora vontades e desejos que tomavam conta de seus pensamentos naquele momento. Nem tudo o que escreve é verídico. Muitas vezes são personagens e histórias fictícias. Mas nada que justifique uma real partida. Não definitiva. Porque de definitivo nada temos ou sabemos.
Em um texto leu sobre a escolha entre ter razão e ser feliz. No filme que assistiu, falavam de porque não esperar, se algo melhor pode aparecer. Pode ser.
O que importa é que sua decisão sempre será ser feliz. Porque assim ela é.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Ctrl - Alt - Del

E ficou decidido assim.
Depois daquela noite, teve a certeza de que era necessário o recomeço. Tinha que ser logo. Não tinha tempo para fazer planos. De repente, tempo até tinha, mas não podia lhe faltar a coragem de agora.
Na insônia, no meio da madrugada, quase ao amanhecer, ainda não tinha ao certo o destino. Então, escolheu Paris para começar. Depois Barcelona para tentar se estabelecer. (só alterou um pouco o caminho porque será necessário no caminho para Paris, passar em Seattle para se despedir de um casal por quem tem imenso carinho e que teve a triste notícia de que estão muito mal de saúde. A notícia lhe caiu como uma bomba nessa difícil manhã de segunda-feira. Lembra como se fosse hoje quando à ela mostraram a neve caindo e encostaram o carro para que pudesse senti-la cair...)
Entre as lágrimas e soluços, comprou as passagens pela internet, fez as malas, pagou as contas antecipadamente, porque como sempre, mesmo na hora da difícil decisão da partida não queria deixar pendências para que fossem resolvidas por outros e nem pedir ajuda.
Sem saber ao certo o que fazer com seu apartamento, porque não sabe quanto tempo ficará fora. (se tudo der certo, pode ser que volte de férias, ou por necessidade faça rápidas passagens.) Só sabia que não queria mais pensar. Trancaria com as chaves e um dia resolveria o que fazer.
Como colocar tudo aquilo em malas. Não tinha como. São muitas histórias, muitas pessoas, muitos momentos, muitas recordações. E por mais que ame isso tudo, é exatamente disso tudo que precisava se afastar. Contraditório sim, até para ela mesma, e essa era uma das infinitas certezas que gostaria de ter nesse momento.
Os soluços aumentam e as lágrimas pulam de seus olhos, uma dor no peito que não saberia explicar. Um desabafo. Acho que era isso. Um choro compulsivo que nada fazia calar. E não adianta que perguntem, por quem, ou pelo o que. Não existe o quem, existe um conjunto de fatores que a fizeram tomar essa difícil decisão. De repente até pela falta de.
Ser forte demais às vezes atrapalha e não poderia se demonstrar fraca. Como ficaria sua moral, sua independência, seu discurso de vida. E como explicar não saber onde está aquela felicidade que normalmente lhe pula dos olhos. Que transborda e contagia. Como explicar que nesse momento parece que lhe roubaram a alma e que não sabe o que fazer e com o resto.
Por isso a decisão da partida.
E sem despedidas, porque odeia.
Um dia irão entender.
É enorme a saudade que sentirá de sua família, pais, irmãos e tudo mais. Como pensar que não terá o chope em breve com seus amigos. A praia, o samba (sim, o samba), as conversas de horas, as risadas. Como acreditar que durante um longo período tudo isso será lembrança e saudade. Ficará um vazio dentro de si. Talvez. Talzez não, é uma das poucas certezas que tem. Mas o vazio agora é tão grande que dói o estrago que faz.
Pediu demissão no trabalho, uma das tarefas mais difíceis pois como largar tudo depois de tanto esforço para conquistar o posto ao qual chegou. Como explicar para seu chefe o porque de sua decisão. Como explicar um nó que nem ela mesmo esta sabendo desvendar. Como largar aquilo que ama fazer sem saber se na Espanha conseguirá trabalhar. Mesmo na dúvida, fez.
Dali o táxi a levará ao aeroporto e depois do embarque, todos saberão que partiu. E um dia, quem sabe, entenderão.
Ela precisava tentar. Senão aqui, que fosse longe. Mas ela queria saber se era possível ser feliz. Não que não fosse. Sabe que tem coisas que muitos sonham, uma família incrível e amigos que não tem preço. Mas a felicidade que procurava nesse momento era saber se seria possível ser feliz com alguém, em algum lugar.
O risco é tudo dar errado. Ai então, ela volta. E como hoje, tudo que mais vai querer é o colo de sua mãe, poder chorar em silêncio. Ter o abraço e o carinho dos amigos, (que como naquela noite, a colocaram no colo na escada do prédio, sentaram ao seu redor, na calçada e depois a colocaram para dormir) e o apoio de quem lhe quer bem.
Assim é a vida. E aqui fica a despedida.
Um dia, nos veremos de novo.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Mão Dupla

- Me diga, o que você quer? O que esta precisando? Esta tão distante, tão estranha.
- Não, nada, é impressão sua.
- Tenho certeza que de não é impressão. Seu jeito não disfarça quando algo esta acontecendo.
- Não é nada, logo passa.
- Então, enquanto não passa, o que posso fazer para ajudar?
- Pois é, essa é a questão. Não é exatamente ajuda o que acho que preciso.
- Não?! Uhm, Então vamos por passos, que tal uma caipirinha para se sentir mais animada?
- Ok. Uma caipirinha, eu até vou aceitar.
- Então, segundo passo. Me diga, o que quer?
- Na verdade, o que quero, ou preciso, não pode ser pedido. Essa é a questão. Também não pode ser comprado.
- Porque? Muito caro?
- Não, porque não tem valor. Não material.
- Entendi... É, às vezes também penso que quero coisas que não podem ser compradas, mas podem ser dadas, conquistadas.
- É, algumas podem.
- Será que estamos pensando na mesma coisa?
- Não sei. Só sei que nunca espere me ver pedir. Sabe, não quero fazer acontecer. Queria que dessa vez, ao menos dessa vez, fizessem por mim.
- Tenho medo de arriscar e não ser o que esta pensando. Daí, como será?
- Será como esta sendo até então. Meu medo é outro. É olhar adiante e ver que a vida passou e não vivi o que podia ter vivido. Esse é meu medo.
- Por isso esta assim agora? Acha que esta deixando com que oportunidades escapem como grãos de areia pelas suas mãos?
- Acho que sim. Difícil admitir insegurança. Mas acho que nesse momento é o que se passa dentro de mim. Me sinto meio sem rumo, sem saber ao certo para que lado seguir. Como se estivesse numa pista de mão dupla, sabe?
- Uhm... e se eu tentar fazer acontecer?
- Se não tentar, nunca saberá a resposta.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Quem Sabe em Bedrock...

Eu tenho o gesto exato, sei como devo andar. Aprendi nos filmes pra um dia usar. Um certo ar cruel (com ar de Cheetara) de quem sabe o que quer. Tenho tudo planejado, pra quem sabe, impressionar.
Eu tenho um bom papo e sei até dançar (passos que aprendi nos bailes no castelo do príncipe de Cinderela). Não posso compreender, não faz nenhum efeito.
As coisas são mais fáceis na televisão. E isso me faz sonhar em tirar umas férias, visitar a Terra do Nunca e quem sabe, por lá ficar. Lá poderei ouvir sininhos, e até voar.
Mas, nada acontece, não sei porque. Se eu não perdi nenhum detalhe. Será que é culpa da maçã vermelha que a bruxa largou em minha porta?
Todo mundo diz que ele não existe. Que é melhor eu não me iludir . Mas ele pega no meu braço pra falar. Será que devo temer seu gancho? Usado no lugar onde, teoricamente, deveria estar uma mão. Com pegada, forte, gasta, com marcas do tempo...E está tão perto que eu vou desmaiar. E ganho um beijo pra acordar. Não o típico beijo sem graça de contos de fadas, aquele que parece não agregar. Mas beijo, de verdade. Com intensidade e desejo, que faz o fôlego tirar. Ele quer me conquistar. Será?!
Garotos gostam de iludir. Sorriso, planos, promessas demais. Eles escondem o que mais querem. Que eu seja outra entre outras iguais. São sempre os mesmos sonhos, de quantidade e tamanho. Ainda bem que posso usar minha capa mágica que ganhei da Sheila quando visitei a Caverna do dragão. Mestre dos Magos já dizia; entre no portal enquanto há tempo!
Garotos fazem tudo igual e quase nunca chegam ao fim. Acho que estão distribuindo por ai o pó de pir lim pim pim.
Talvez você seja melhor que os outros. Talvez, quem sabe, goste de mim. Será?
Talvez em Duloc, na floresta encantada, quem sabe Shrek e seus amigos possam responder. Quem sabe um príncipe as avessas seja a solução.
A vida é sempre um risco e, às vezes, tenho medo do perigo. Mas, nada que uma visita ao castelo de Grayskull, onde minha amiga She-ra possa me dar umas aulas extras, afinal já faz tempo que não apareço por lá. Lembro quando quiseram me apresentar ao príncipe Adam, mas Hordak e Esqueleto fizeram questão de atrapalhar o encontro. Me trancaram na torre do castelo e tive que usar de minha trança, conselhos dados por Rapunzel, para fugir de lá.
Será que alguma coisa nisso tudo faz sentido?
Será que existe alguém ou algum motivo importante. Que justifique a vida ou pelo menos esse instante...
***************
“E aquelas pessoas que andavam ao meu redor. Hoje escolheram outra. Que por enquanto acreditam em tudo que diz. É a mesma história toda vida. O que eu sei é que só vão descobrir quando sair de moda.
Um tropeço ensina mais do que o sucesso. E é tudo bem mais claro agora.”

segunda-feira, agosto 21, 2006

Lalaia lalaia laia Lalaia Lalaia la.a.a.ia

Local: Quadra da Império Serrano, Madureira
Lalaia lalaia laia Lalaia Lalaia la.a.a.ia
Foi lá na Serrinha que participei, junto de uma turma de bambas em matéria de alegria e animação, um dia, em que a palavra certa para descrever, seria, Sensacional!
Por lá nunca tinha andado. Até então, para mim, um bairro desconhecido, de onde só ouvia muito falar.
E lá estava eu. Na beira do palco da verde e branco, ao lado da mesa do presidente, no meio de tanta gente.
“Ao som do cavaquinho, violão, do repique, do tantã, do banjo e do pandeiro. No samba hoje eu vou me acabar.”
Bumbum paticumbum prugurundum, o nosso samba minha gente é isso aí!
A trilha sonora foi bem variada. Tivemos até a presença do “Rei”! Foram muitas emoções!
E, se o natural do Rio é o batidão, esse não poderia faltar. E foi ali mesmo, no meio da rua, no meio do camelódromo de Madureira. A gente simplesmente parou, e dançou.
Que gosto de samba, não é novidade para ninguém. E recomendo a todos que fazem gosto como eu, que entrem em uma quadra de escola de samba. A Império só deixa a desejar à aqueles que lá não tiveram coragem de pisar. Tem de tudo e mais um pouco, mas o que transborda e contagia é a felicidade, a animação. O sorriso de cada pessoa que te cumprimenta como se você estivesse sempre por lá. Ali não existe distinção. De raça, cor ou credo. Ali todos estão por um motivo comum: amor ao samba.
“Samba é a arte mais pura. É a nossa mistura, cultura que é bem popular. É, mas sei que tem gente no fundo querendo sambar. Ah, meu samba não pede passagem. Nem leva bagagem de mão. Em qualquer canto ele está. Porque é dele esse chão com sua força de contagiar. Vai cativando quem não quer chegar, mas sei que tem gente no fundo querendo sambar.”
“A lua ilumina o terreiro convidando o partideiro pra cantar a noite inteira. Pagodeando até o sol raiar. Beber uma cerveja bem gelada dar aquela paquerada junto com a rapaziada. Pode até chover e relampejar. Hoje eu vou pagodear.
Como é gostoso cair no samba, no samba. Você também pode ir pro samba, sambar. Bom é na palma da mão na roda de samba. Venha comigo sambar. Se você me escutar não vai se arrepender. Vem sambar o miudinho que você vai ver. Que o samba tem feitiço faz enlouquecer. Venha comigo sambar.”
C.A., obrigada por me levar!
*************
E fica instituído, o G.R.B.C (Grêmio Recreativo da Bat Caverna). Quando digo, é preciso pouco para sermos felizes!
De “toco em toco” ele chegou lá. Quem sabe, um dia chegaremos também.
Nosso calendário esta sendo montado.
Enquanto isso, vamos aumentando nossa trilha sonora: “You say you're lookin' for someone. Who will promise never to part. Someone to close his eyes for you. Someone to close his heart. Someone who will die for you an' more, But it ain't me, babe. No, no, no, it ain't me, babe. It ain't me you're lookin' for, babe

sexta-feira, agosto 18, 2006

Não sou de Marte

Pra que falar? Se você não quer me ouvir. Fugir agora não resolve nada.
Se você pretende, saber quem eu sou, eu posso lhe dizer. Não é impossível. Eu não sou difícil de ler.
Eu sou daqui e não sou de Marte. Não vê, tá na cara, sou porta-bandeira de mim.
Sou cada palavra oculta dessas entrelinhas.
Deixo onde passo os meus pés no chão. Sou mais um na multidão.
Aproveitar a tarde sem pensar na vida. Andar despreocupada sem saber a hora de voltar. (Queria)
Bronzear o corpo todo sem censura. Gozar a liberdade de uma vida sem frescura...
E era tão real, que eu só fazia fantasia e não fazia mal.
É paixão o que me faz bem. Que me tira do tédio, quando me faz amar.
Não posso desperdiçar desejo, não sou louca assim.
Olhos e olhares. Milhares de tentações. Meninas são tão mulheres. Seus truques e confusões.
E então são mãos e braços. Beijos e abraços. Pele, barriga e seus laços. São armadilhas e eu não sei o que faço.
E o que passou, calou. E o que virá, dirá. As coisas são assim. E se será, será.
Se eu disser que não digo e não ligo, que fico... Que só vou aprontar? Quero ver; me fazer sentir mais viva, me apertar o corpo e a alma me fazendo suar. Quero beijos sem tréguas, quero sete mil léguas sem descansar.
Quero ver se você tem atitude e se vai encarar!

segunda-feira, agosto 14, 2006

Eu vou dançar o iêiêiê

Uma história triste, sofrida, porém, realidade.
Tão longe às vezes, mas tão perto, se pensar que apenas alguns(nem tão longos) quilômetros a separa de nós.
Não tão extenso é o trecho que separa a zona sul do Rio, de Gramacho.
Como podem viver pessoas em situação tão precária. Como pode ser uma opção de vida ali viver. Como podem ali, se dizer felizes. É de fazer pensar. A mente humana tem subterfúgios para encontrar uma forma de encarar uma realidade insuportável de ser vivida.
Uma frase no início do filme é absurda de tão verdadeira: “Não uso a palavra lixo. Aqui, o que existe são dois tipos de coisas: o resto e o descuido.”
Sempre temos a certeza absoluta de que nossos problemas são de uma grandeza, e que se comparado aos dos outros são sempre maior e de maior importância. Durante os 127 minutos que estive ali sentada, um filminho passava pela minha cabeça. Não o que estava sendo mostrado na tela, mas um filme da minha consciência.
Se aquela pessoa é feliz, tem vida, e sorri depois de tudo o que lhe aconteceu. Como posso, eu, reclamar de alguma coisa nesse momento.
Foram 127 minutos como “se minha cabeça fosse um copo cheio de somrisal, borbulhando.”
Tudo o que é imaginário, existe, é.
Estamira. Eu recomendo.
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“A risada é sem dúvida, um grande radar.
Será que a erva é que me faz feliz ou eu que nasci com tendência à felicidade?” - ela diz.
Eu, fico com a segunda opção.
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“ ... beijo na nuca deveria ser obrigatório, cabelo bagunçado tem seu charme, socar pessoas devia ser legitimado como forma de apaziguamento dos seres, barba não fica bem em qualquer um; Alguns beijos são infinitamente mais inesquecíveis que outros; alguns olhares são como tiros que te atingem direto no peito e te derrubam na calçada. Psicólogas tem sempre a pergunta mais difícil, e eu tenho o direito de não saber a resposta...” (julieta)
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Ele gosta de músicas “estranhas”. Ela gosta de mpb, samba e derivados. Ele adora chope e cervejinha. Ela aprendeu no grupo dele a acompanhar. Ele liga para contar como foi a conversa final. Ela diz saber que ia doer. Ela liga pedindo Engov. Ele oferece sal de frutas. Ela manda mensagem desconexa às 3 da manhã. Ele responde filosoficamente ao meio dia. Ela não lembra, diz não entender. Ao telefone, eles riem. Ela se acha chata, em um dia péssimo. Ele consegue rir de seu mau humor. Ele usa Fructis, ela reprime. O Fructis some, ele acha que ela levou. Ele tem medo de se passar por “cabelereiro”. Ela gargalha. Ele diz que até hoje não acreditava(ou acredita?!) que seja totalmente possível uma amizade entre homem e mulher. Ela acredita que possa acontecer. E ela, aqui, agradece por ser o amigo que é! E lembre-se; ao ouvir música boa no carro, mãos para o alto e batucada! Como sugestão fica: “Eu só não quero cantar sozinho, eu quero um coro de passarinhos(andorinhas?!?! =P). Quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo que precisar. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Eu quero amor decidindo a vida. Sentir a força da mão amiga. O meu irmão com sorriso aberto se ele chorar quero estar por perto. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...”

sexta-feira, agosto 11, 2006

Para Sempre, Será!

Muitas vezes acho que ele pode duvidar do meu amor, mas não tem porque.
Temos nossas diferenças sim. Não concordamos muitas vezes na maneira de agir, de como levamos a vida, no que fazemos ou o que deixamos de fazer. Mas aprendemos a viver e a lidar com elas a cada dia.
Mesmo contrariada, muitas vezes, sempre aprendo com ele.
Tenta fazer de mim uma pessoa mais forte, menos emotiva, mais ligada na realidade. Me abre os olhos para que não faça do mundo, um conto de fadas.
Sofria, brigava, batia na mesa para me ensinar matemática. Eu chorava e dizia que nunca precisaria daquilo. Hoje, sentada na minha mesa de trabalho, estou a uma semana analisando números e gráficos... coisas da vida.... nem só mães tem sexto sentido...
Tentou me ensinar a velejar. Eu, desapontei ao preferir a lancha rebocando meu barco.
Acho que não me levou a sério quando larguei marketing para fazer moda. Penso, que achava que era só diversão ao ver meus riscos coloridos como trabalhos de faculdade. Mas tenho certeza de que se orgulhou ao presenciar o lançamento da minha primeira coleção.
Não sou a filha exemplar. Tenho defeitos, sim. Bloqueios, sim. Fraquezas, sim. Mas se não fosse assim, porque ele implicaria comigo? Não teria graça. De repente eu não seria divertida, engraçada, estabanada. De repente eu não colocaria “to tranquilão” para ele ouvir, ou Los Hermanos então. Não assaltaria sua geladeira, não iria dormir no chão da sala para ele tropeçar de madrugada, não apareceria para jantar mais de duas vezes na semana...
Adoro quando sentamos para conversar sobre assuntos que quero entender, quando pacientemente debate comigo, explica, me ensina.
Adoro nossos jantares no japonês. Quando toda vez pergunta o nome das coisas que sempre come, mas não consegue aprender.
Adoro sua risada.
É muito bom saber que tenho seu colo, sempre que precisar.
Com ele ainda tenho muito que aprender e dessas aulas, nunca irei cansar.
Ele (junto com ela) fez de mim esse “diabo-loiro”.
Quase nunca disse isso, mas você merece! Amo Você!
Uma caipirinha para comemorar? Coada, de limão, sem açúcar, com dois pacotinhos de adoçante! E batido junto!
Feliz Dia dos Pais!

OS: O texto Eu x Ele, escrito em Junho, foi baseado nele.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Tamo junto e Misturado


Poderia escrever sobre mil coisas, assunto é o que não falta, principalmente sendo segunda-feira, depois de um fim de semana com tantos momentos bons. Poderia relatar sobre a dominação de uma mega mesa na varanda do Braseiro, sobre as risadas no Jobi, em horários bem variados, sobre nossa cervejinha num pé sujo na Praça Mauá, a desenvoltura no samba na Gamboa, o papo cabeça com trilha sonora do Trio Guanabara, sobre os amigos imaginários Antonio e André, sobre a epidemia de máquinas digital, sobre papos mil no Braca pós praia, sobre ir de “penetra” em uma festa e ainda levar mais três junto, sobre a mania que se espalha de sair da casa dos amigos e levar um copo de recordação, sobre aprender a falar grego entre chopes e sambas; sobre a garrafa de champagne que nunca chegou para comemorar minha promoção no trabalho; sobre Biscoito Globo e cerveja... Enfim, podia...
Alguém ontem me perguntou se eu escreveria um texto sobre os acontecimentos e respondi que sim. Mas agora, aqui, diante da tela do computador, recordando tudo e rindo sozinha, acho que não farei. Contraditório, porque já estou a fazer né...
Foi bom. E como foi. Fica na recordação...
**********
Nos comentários sobre um texto que li, falei de viver cada momento como se fosse o último e me responderam com a letra de Renato Russo: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há” – concordo. E tem sido assim. Às vezes acho que quero mais, que quero coisas que de repente não podem me dar. Nada material. Outro tipo de coisa... Não devo esperar demais e achar que irão fazer assim porque eu faria. Melhor deixar para lá...
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Como resumo do fim de semana fica a frase de um texto que li ontem, da Revista: “Não se sabe quem tomou a iniciativa, se foi ela que sorriu de um jeito mais insinuante ou se ele que acordou de manhã com o ímpeto de sair da rotina.”
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É. Tamo junto e misturado!
“Se agapo”! (acho que escreve assim)

quinta-feira, agosto 03, 2006

Deu Saudade...

SAUDADE. Palavra que só existe na língua portuguesa. No dicionário é descrita como: lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir; pesar pela ausência de alguém que nos é querido; nostalgia.
Como pode em uma simples palavra, caber tantos e distintos sentimentos. Existem diferentes tipos de saudades. Saudades que vem e vão. Saudade eterna. Saudade que aperta, que maltrata. Saudade que contamos os minutos para matar, porque sabemos que vamos matar. Pode até ser uma saudade gostosa, uma saudade saudável. Essa é boa. E como é. Só temos que aprender a sentir como deve ser para cada momento especifico.
Alguns dizem que saudade é coisa que dá e passa. Algumas saudades são constantes e é um aprendizado saber viver com ela. Não chega a atrapalhar, mas não preenche o vazio que faz doer. E muito.
Ela se questiona da tristeza que sente no momento pela falta que ele lhe faz. Obriga-se a sentir, obriga-se a cultivar esse sentimento, sozinha, num canto, só seu. O que precisa lembrar é que ele foi viajar e já volta.
Ruim seria se ela estivesse com saudade de alguém que não volta mais, saudade de alguém que não te quer, saudade daquilo que não pode mais ter, ai sim, eu daria o maior apoio para se recuperar e seguir adiante.
Mas ficar de "castigo" por saudade de um cara que te liga da Europa, que a adora, e que por você sente a mesma saudade, e que, quando voltar para você, por que sim ele irá voltar, será gostoso ter sentido saudade. Essa é a tal da saudade que faz bem, que dá calafrios e arrepios. Essa é a que te faz sonhar. Aproveite a saudade como uma coisa boa, sinta o desejo de querer matá-la mais e mais quando ele voltar. Pular no pescoço dele e com ele se trancar num quarto por dias e dias. Com ele sumir e aproveitar cada segundo do reencontro.
Desculpe se te escrevo duramente, mas as vezes é preciso ouvir , nesse caso ler , para se dar conta de que você não tem pelo que sofrer. Esse não é um problema, de fato. Não faça desse momento da sua vida um momento triste! Jamais! Pense nisso e volte à vida! Porque essa está aí, e o tempo, a o tempo, esse sim, não volta, nunca mais!

terça-feira, agosto 01, 2006

Momento Guerra

Indico dois blogs que estou lendo para acompanhar as notícias da Guerra entre Israel e o Hizballah.
Através deles é possível acessar outros e tentar entender um pouco a vida dos que estão acompanhando de perto cada momento.
http://23idade.blogspot.com/
http://blogdobean.blogspot.com/
Boa leitura.

segunda-feira, julho 31, 2006

Conversa de Botequim

”...Você vai gostar, Tô levando uns amigos pra conversar. Eles vão com uma fome que nem me contem. Eles vão com uma sede de anteontem. Salta cerveja estupidamente gelada prum batalhão, e vamos botar água no feijão!” – Resumo de um sábado de feijoada (para os que comem), e de chuva no Jobi com uma enorme mesa de amigos.
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“Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, levando o violão embaixo do braço. Em qualquer esquina eu paro em qualquer botequim eu entro. Se houver motivo, é mais um samba que eu faço. Tenho um violão para me acompanhar. Tenho muitos amigos, eu sou popular. “Temos” a madrugada como companheira...”
“Quando toca um samba eu lhe tiro pra dançar. Você me diz: Não, eu agora tenho par. E sai dançando com ele, alegre e feliz. Quando pára o samba, bate palma e pede bis...”
E porque não dizer que tudo acaba em samba?! E que samba...
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“Vou te contar, os olhos já não podem ver. Coisas que só o coração pode entender. Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho” - Depende muito de cada um e do significado da palavra sozinho! Quem tem amigos nunca está sozinho. Mas sempre é bom quando se tem um alguém a mais por perto, por quem as butterflys aparecem, os sininhos tocam... nunca é demais querer um alguém, quando esse alguém lhe é recíproco. Não há prazer maior do que um beijo roubado por quem, você também quer tanto roubar. A surpresa feliz do reencontro. Aquele momento “pré-beijar”, quando se quer pular no pescoço dele e dizer coisas boas. Sentir o tremor das pernas, sentir que o relógio parou, e que a música que se ouve no violão, cabe perfeitamente para vocês. O desejo de não estar só não é pelo medo do significado da palavra solidão, mas sim porque viver uma paixão correspondida é um dos sentimentos que não se tem como explicar. Apenas, recomendo sentir!
“O amor se deixa surpreender, enquanto a noite vem nos envolver...”

quinta-feira, julho 27, 2006

Um por todos, E todos por um!

Não sabemos exatamente por quanto tempo, mas no momento é assim. Não foi programado, muito menos debatido, simplesmente aconteceu.
Não de uma hora para hora, não por um motivo específico, mas sim por um conjunto de fatores que, por mais que detectado, não se conseguiu mudar.
Que cada um tem uma maneira de pensar, seguir, agir. É fato. Cabe sempre ao outro quando não entende, ao menos respeitar. Certo?! Não, errado. Deveria ser assim. As coisas seriam mais fáceis e os relacionamentos bem mais tranqüilos. Existem vontades, desejos que não conseguimos aceitar, existem questões religiosas que batem de frente, existe a família do outro que muitas vezes tenta interferir. Como se já não bastasse implicâncias normais que temos um pelo outro, coisas do dia-a-dia, ainda tem que vir esse batalhão de problemas para atrapalhar?!
Depois de rodadas de chopp´s, o assunto na mesa era relacionamento x religião. Não que para alguns importe, mas em compensação para outros, é fundamental.
Ele não casa com ela porque não são da mesma religião. A conversão não é uma opção. Ela, por sua vez, não abre mão de entrar linda na igreja, de véu , grinalda com direito a flores caindo. A família dele então, nem sonha com essa condição. Fim da questão. Melhor seguir a vida cada um no seu rumo.
Será?! Mas como?! Não sei se pela minha criação, não muito católica, mas também nem muito judaica, não vejo problemas em, até mesmo uma terceira, caso me provem seus fundamentos e afins. Não consigo é aceitar um relacionamento acabar não, por brigas, ou falta de amor, mas por incompatibilidade de crenças. Como deixar seu “príncipe” que um dia chegou no seu cavalo branco e te fez acordar, ir embora, assim. A vontade deve ser resgatar lá do fundo, seu lado madrasta da branca de neve e rogar todas as pragas do mundo! Dá para entender. O que não dá é para aceitar deixar a vida passar, abrir mão do que se quer, porque alguém, um dia falou que isso não podia acontecer. Quem tem esse poder de limitar a felicidade alheia?!?!
Depois dos debates, cheguei a mais uma conclusão: já que não temos, infelizmente, visão além do alcance, e nenhum outro super poder para saber se estamos entrando numa fria, ou não! Vale incluir no hall de questões básicas do “checklist”: Qual a sua religião? (nossa, não consigo imaginar alguém fazendo essa pergunta!!!)
Não é a toa que, para alguns, seja tão complicado conhecer alguém! Como para amigos não tem casamento, e as barreiras do convívio são bem menores... É por essas e outras, que somos hoje; um por todos e todos por um!

terça-feira, julho 25, 2006

Deixa acontecer

Sabe como é, né. Um dia você esta ali. Tranqüila, tomando seu chopp, jogando conversa fora. E de repente, sorrindo, ao mexer no cabelo que cai sobre o rosto, você olha rapidamente ao redor. Seu olhar cruza no de alguém, pouco mais à frente, sentado em outra mesa. Também com seu chopp na mão e também jogando conversa fora. E olhando para você, no meio da multidão. E entre mesas e cadeiras e cabeças, vocês disfarçam, mas não perdem o foco discreto em cada olhar trocado, no meio da multidão.
E como quem não quer nada, você levanta e vai até uma outra mesa. Não, não a de quem te olha, mas ele continua a observar. Quando como quem não quer nada, ele levanta em direção ao banheiro, que conseqüentemente, tem sua mesa no caminho.
Meio sem saber como agir, os olhares não deixam de se cruzar. Até chegar à uma distância que o mais indicado a fazer é dizer oi. E num papo despretensioso vocês começam a conversar e a rir e, ali mesmo, pedem o segundo chopp, em pé, ao lado da mesa, no meio da multidão.
Pessoas, vem e vão ao redor, o barulho é quase ensurdecedor, o número de pessoas aumenta, mas a verdade é que nesse momento parece que tudo parou. E que ali só estão vocês, trocando olhares e informações, no meio da multidão.
Entre informações, trocam telefones, despretensiosamente. Porque você tem a certeza de que ele, jamais ligará. Mas vai embora tranqüila. Com um sorriso estampado no rosto. E a sensação de que fez exatamente o que deveria ter feito. Nem mais, nem menos.
Quando de repente, seu telefone toca. E você, só o ouve dizer que a noite foi quase perfeita. Faltou pouco. Um pouco que fica fácil de resolver no segundo encontro. E porque não o segundo encontro?!
E nesse momento você percebe que muitas vezes o melhor é deixar rolar. E não lutar contra. Deixar acontecer naturalmente... Faz bem. E como é bom.

segunda-feira, julho 24, 2006

Meu Bloco na Rua

Nosso bloco está na rua, e pede passagem.

“Tamo” junto e misturado. Como dizem os ditados (ou Creusa) , a união faz a força e águas passadas não movem moinhos.

É preciso muito pouco para nosso bando ser feliz. Basta reunir a rapaziada, uma cerveja gelada, bom papo no ar e nada mais. Lembrando sempre que, amigos a amigos, “negócios” à parte. E que, barcos virão, novas trarão.

Eu quero é botar meu bloco na rua, brincar, botar pra gemer. Eu quero é botar meu bloco na rua, ginga pra dar e vender. Eu por mim queria isso e aquilo. Um quilo mais daquilo. Um grito menos nisso.É disso que eu preciso, ou não é nada disso.
Eu quero é todo mundo “nesse carnaval”.

Olha por onde ele passa. Sacode alegria a vapor. Limão com cachaça
Lá vem o bloco. É um bloco que chega .É um bloco que passa, é um raio que rompe, que traça e a massa espanta a dor. Lá vem um bloco. O meu bloco...

Não há mal que perdure; não há dor que não se cure.

Creusa também diz que, passarinho que anda com morcegos, acaba dormindo de ponta cabeça.

Debates a parte, vale sempre lembrar que, muitas vezes, por fora bela viola, por dentro pão bolorento! Sei que beleza não põe mesa e que você não come no chão. Bandeja seria um meio termo?! Fica a questão.

Rir é o melhor remédio.

Uma andorinha só, não faz verão! Então, vamos em frente que atrás vem gente!
Eu quero é botar meu bloco na rua...

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Quando jogaremos gamão no Bg?

sexta-feira, julho 21, 2006

Banho de Felicidade

Pra nivelar a vida em alto astral!
Poderia ser considerado a partir de hoje o dia internacional da boa companhia. Mas vamos chamá-lo pelo nome inicial que motivou o encontro de muitos amigos; o Dia do Pulo, além de claro, ser o Dia do Amigo. Menos importante para alguns, mas não para quem tem amigos como os meus!
Impossível fazer um resumo de tantos momentos vividos em poucas horas. Não consigo achar palavras para descrever. Confesso que embora não haja ressaca, o cansaço atrapalha na desenvoltura do texto.
Saca sentimento de quando se esta bem consigo mesmo, e felicidade vem como conseqüência ?! É mais ou menos nessa direção.
Contraditoriamente, (ecoam ainda algumas frases ditas na noite, que fazem pensar) bate um medo imenso de arriscar outras coisas, pois a sensação de mexer em time que esta ganhando, é complicado. Seria bom a opinião de um técnico?!?
Ter segurança demais em alguns aspectos e ser insegura demais para outros... sim, admito, é um problema. Talvez com maior gravidade do que ser mulher e não gostar de chocolate, mas sim, é um problema.(... Logo eu com meu sorriso aberto, O paraíso perto, a vida melhorar...)
A trilha sonora, é diversificada, como sempre, mas relembrando, sempre faz sentido... (...Tan, tan, tan, batem na porta, não precisa ver quem é, pra sentir a impaciência, do teu pulso de mulher. Um olhar me atira à cama, um beijo me faz amar... Dona de seus ideais, não há pedras em teu caminho, não há ondas no teu mar, não há vento ou tempestade, que te impeçam de voar. É a moça da cantiga, a mulher da criação. Umas vezes nossa amiga, outras nossa perdição...)
Disse que não encontrava as palavras exatas para relatar, mas um bom samba (adaptado), chega para ajudar! “Ponto de encontro, e com alegria ver o reencontro. São raros momentos de grande prazer, que até dá tempo da gente esquecer e ver que ainda É fácil ser feliz, pra tomar um banho de felicidade e renovar as amizades só nos “chopp´s” da cidade”
Santé!
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Vai...Que pra mim tanto faz, E você me perdeu de bobeira...
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...Mas colombina trocou seu amor por arlequim... (falta avisar à ele)

quarta-feira, julho 19, 2006

Felicidade Pede Bis

Por onde você andava, quando eu mais precisava de você? Quando queria te contar as novidades, dividir minhas maiores conquistas? Porque só tens me procurado, quando precisa de minha ajuda? Porque relaciona seus problemas a minha pessoa? Na boa, não sou remédio, não tenho bula para explicar as contra indicações ou qual a posologia ideal. Muito menos sou médica ou coisa parecida. Portanto, a única coisa que posso te receitar seria uma boa terapia.
Aliás, devo lembrar que detesto “joguinhos”, minha paciência para coisas assim são menos vinte e que se gostasse, me especializaria em gamão, minha nova diversão.
A vida não para porque resolvemos estacionar e pensar se o que esta vivendo é exatamente o que deseja. O botão do pause não esta disponível. Minha vida segue, mesmo que em fila dupla, e para ela não posso fechar os olhos. Oportunidades surgem e diante de sua insegurança eu resolvo arriscar, porque o meu tempo é hoje e isso não posso mudar.
Estranho é que eu deveria estar mais abalada com a situação. Deveria conversar sobre isso com meu analista. Mas no momento, são tantas as coisas que quero falar que não cabe esse assunto na sessão.
Será que o espaço foi ocupado?! Será que nesse momento você já não cabe mais?! Não que necessariamente tenha sido ocupado por outra pessoa, mas sim por momentos que quero viver, oportunidades que quero abraçar. Depois de algum tempo, pensar em mim. Sem egoísmos, sem lamentações, sem mágoas.
Na cartilha da vida aprendemos que muitas vezes situações vem na contra-mão. Fazer o que? Nem sempre o cavalinho de pau é o mais indicado, por ser demais perigoso. Seguir em frente é a solução.
A fila anda, como diz o velho ditado. Para tudo e para todos. Afinal, quem vive de passado é museu e coisa antiga, guardamos no fundo do baú.
Quem sabe um dia, nos esbarramos por ai...

“Quem quiser que pense um pouco, eu não posso explicar meus encontros
Ninguém pode explicar a vida, num samba curto”
– Paulinho da Viola

segunda-feira, julho 17, 2006

Pulando a Fogueira


Sabe quando tudo funciona, tudo se encaixa. O papo flui normal, risadas vêm como conseqüência. Uma sensação de prazer, de realização. A trilha sonora é variada. Dos anos 80 até os atuais, passando por “ quem quer pão”, “ quer fazer farofa-fa”, “to pé da vida”, “manequim”... Ritchie, Bebe negão, mc Sabrina, Baia, Beth Carvalho, Mc Sapão (uma revelação). Do forró ao funk, do samba a dança de quadrilha.
Afinal, “ô mulé to cumenu agua viu,hum,tô não!!Pur que ô mu Deu!!”
Chapéu de palha, trancinhas, pintas na cara. Retalhos fazem parte da indumentária geral. Barraquinhas e touro mecânico decoram o visual. Quentão para acompanhar.
Cachorro quente, salsichão. Lenço no pescoço, sapatos trocados, fumo de mascar. Ingredientes para o conjunto da obra.
Na pista, dança. Um estilo “ela sobe, ela desce, ela dá uma rodada.” Mas não. Elas não estão descontroladas. Na fogueira, beijos. E muitos. E de uma maneira como não se lembrava mais. E porque não?! “Viver a vida, viajando nas canções. Viver cantando, alegrando os corações. Viver os sonhos, tudo que acontecer. Fazer amigos, mas amigos pra valer.” Já ensinava a Turma do Balão Mágico em sua infância.
Cada um se diverti da maneira como lhe convém. E na lembrança, recordações de uma noite intensa. Feliz. Porque não se deve sofrer, não se deve chorar. O que ficou para trás, passou. Foi bom. Está bem guardado no arquivo de recordações. Passou a régua e fechou a pasta. Colou o adesivo com o nome e guardou. Se quiser relembrar, procura no índice. Mas acho que não vai precisar. Novas pastas estão esperando na prateleira para serem usadas. Então, mãos a obra. A vida segue, não espera. Não temos tempo à perder. E se dar conta disso, faz parte do refrão.
E no Beco do Mota, a vida não passa em vão. Tem cachaça como degustação.
As lágrimas são inevitáveis. Dessa vez, de alegria. Consequências dos risos constantes. Essas podem rolar quantas vezes for. Não iremos barrá-las e sim incentivá-las!
Seja como for, haja o que houver. Amigos. Não tem preço!
* Trilha sonora oficial:
“Que batida é essa que na balada é sensação. Várias mulheres lindas rebolando até o chão, Isso que é pura sedução
Vem pra cá dançar , Vem pra cá curti, hoje a gente vai se diverti. Nessa festa linda não vou mais sair...Eu tô tranquilão, tô numa boa, tô curtindo o batidão , se liga nessa, vem sentir essa emoção, a mulherada vai descendo até o chão(desce,desce) “

sexta-feira, julho 14, 2006

Overdose de Lucidez

Quem sabe o que quer, esta sempre a procura.
Onde o final feliz é só o começo da história a se traçar. Sem diretor, figurino ou roteiro teremos todos nossos dias inteiros, para inventar.
O profeta é o obstreta da palavra. A caneta cor vermelha, não aceita e nem consegue decifrar.
A trilha sonora da vida que eu trilho, eu trago e assopro no ar. Tropeçando pelas pedras do caminho da minha vida eu vou
Lembrei, de te esquecer a tempo. Perdi, meus maiores achados. Paguei caro, por prazeres baratos. Tentei não cair em tentação...
Eu vou na fé. Eu vou onde eu puder, seja o que deus quiser, eu vou mas nem que eu tenha que ir a pé. E vou cantar, pois essa é a forma d’eu sonhar, da dor aliviar.. sair do corpo pra não mais voltar....
Nada dessa vida é em vão. Pense no vão dessa canção.
Mas ela chora por tudo. E não chora por mim. Tudo isso com sua cara de louca e com lágrimas nos olhos. Mas tu é prosa boa de falar, tu é light.. Tu é doce, mas eu posso abusar. Porque tu, é zero caloria
... E Deus me dê grana para eu poder casar com Ana...
Em tudo o que há, ele é... Isso é segredo, vê se não comenta.
Sim, bem, eu acho que não... Nessa overdose de lucidez, eu entro em contradição.
Vai, que pra ser vivo é preciso enlouquecer.
* mix de frases de músicas do Baia

quarta-feira, julho 12, 2006

Quem é Bamba, Não Bobeia

“Podemos sorrir, nada mais nos impede. Cantando alegria de não estarmos sós.
Meu coração carnavalesco, não foi mais que um adereço, teve um dez em fantasia, mas perdeu em harmonia. Quem sabe lutando vou conseguir, com a esperança de aprendiz. Não me negue a vontade de sonhar. Que liberdade, faz minha vontade e deixa como está. Tem que chorar o meu choro. Sorrir o meu riso, sonhar no meu sonho, versar nos meus versos, cantar no meu coro. Não verso seus versos nem marco bobeira. Sentado em trono de rei, ou aqui nessa cadeira, eu já disse eu já falei, que seja qual for a maneira. Quem é bamba não bobeia. Falo por convicção, enquanto houver samba na veia, empunharei meu violão. Um surdo marcando no som da cuíca, a viola pergunta mais não tem resposta, quem rezar por mim que o faça sambando, porque um bom samba é forma de oração. Um bom partideiro só chora versando, tomando com a mão a caipirinha de limão. Cego é quem vê, só aonde a vista alcança. Mandei meu dicionário às favas: mudo é quem só se comunica com palavras. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Na palma da mão, na palma da mão... É o povo que produz o show e assina a direção"
*mix de letras de Jorge Aragão, Candeia e Noel Rosa

segunda-feira, julho 10, 2006

C´est Finit

E no meio da rua, como se não houvesse mais ninguém , o motorista do ônibus para. Salta e não desgruda o olho do telão. É final da copa. Todos com chopp na mão. No ar, a tensão. Primeiro pênalti. Bola na rede. A galera na mesa puxa o coro: “Chora, não vou ligar. Chegou a hora, vai me pagar, Pode chorar! Vou festejar, o teu sofrer, o teu penar!”
A copa é “Nostra”. Naquele momento, é como se fosse. Mãos para o alto, comemoração. Somos 180 milhões em ação, contra Zizou. Cabeçada, vermelho! Pra casa! Santé!
Final de carreira no banco.
É Tetra. Berram com orgulho. De um time que entrou em campo para ganhar. Teve garra, brilhou, mereceu. Ma ma mia.
Na mesa, listas. E que listas! Quero Quero, Maluco, Boladão, Cabeção e Palito (tinha esquecido!). Queridos Garçons que se revelassem metade do que ouvem...
Entre frases empolgadas, recordações, uma gerou debate: “Beber e beijar. Uma coisa leva a outra!” . De repente para alguns... E “salve salvador...” Fica no ar...
A ressaca da noite anterior, entre casais, canção e violão, quase fica para trás diante de tanta animação. Coisa que contagia. Boa de sentir.
E no bar seguinte, a festa continua. Outros amigos, outra mesa, antigos garçons e mesma bebida. Ali, percebo como realmente alguns garçons fazem parte da nossa história. Já presenciou tantos momentos. E pelo carinho que tem, não consegui guardar para si e tem que comentar. Foi bom escutar. O carinho é recíproco! Fica aqui minha homenagem!
Engraçado como muitas vezes a primeira impressão é a que fica. Algumas, erradamente. Nada como um dia após o outro, conversas divertidas para se dar conta que nem sempre é o que parece.
E mais uma vez chega ao fim.
Foi bom. Acabou. Pena que a próxima, só daqui a quatro anos.

PS: Homenagem a uma ex-amiga de trabalho, que agora sai e entra na minha vida como amiga eterna. Let, você já esta fazendo falta! E no violão do Guigui, a gente canta:
“Vou morrer de saudades, não, não vai embora....”
“Aproveitar a tarde sem pensar na vida, Andar despreocupado sem saber a hora de voltar, Bronzear o corpo todo sem censura, Gozar a liberdade de uma vida sem frescura”

terça-feira, julho 04, 2006

Pour Ma Mère

É a ela que devo agradecer. À começar que foi ela quem me carregou por nove meses. Por minha causa sentiu enjôos, tonturas, teve pressão baixa. Por minha causa teve desejos, teve as pernas inchadas e nem engordou.
Por minha causa já arrepiou os cabelos! E como! Tudo começou quando fui trocada na maternidade! Imagino o corre-corre pelos corredores do hospital. Quando resolvi cortar batatas na cozinha, quando era ainda uma baby, (não lembro de ter sido baby!), quando resolvi colocar fogo na casa, brincando de riscar fósforos, quando me perdi na praia... Diabo loiro era meu apelido. Uma criança tão simpática, tão pestinha...
Os anos foram passando e os cabelos continuaram a se arrepiar! A diabinha cresceu e quando achavam que ia acalmar, ela continuou aprontando. No parque de Curitiba conseguiu cair na água, entre os barquinhos de brinquedo. No colégio queria jogar futebol, acabou quebrando o braço. Apresentava sua família com nome de animais! Resolveu morar fora e sofreu um baita acidente de carro. Foi para a Europa e conseguiu perder os vôos de volta. Foi para NY e ficou entalada no metrô. Foi a um pula pula nesse fim de semana, (sim, você leu certo, pula pula) e quase quebra o dedo!
Agora entendo a preocupação quando falei que sairia de casa para a aventura de morar sozinha! Estabanada como essa aqui, nem se tentasse fazer outra igual!
Acho que são essas características em particular, que fazem de sua prole, uma eterna preocupação, mas com infinitos momentos de felicidade. Nossa “gangue” apronta, mas diverti!
Admiro pela coragem, pela determinação, pela alegria, pela força, pela garra. Admiro pelo amor, pela beleza, pelo carinho. Admiro por ser a pessoa que é. Pela pessoa que me fez ser. Ela é o abraço que eu sempre preciso. É a palavra que conforta. O colo que nunca cansa. Ela me faz rir quando não agüento mais chorar. Ela faz com me sinta segura. Tenta me convencer de que sou bonita e ótima profissional. Ela sempre incentiva. Mesmo quando estou errada, ela cuida.
Mesmo com pressão baixa e coração lento, a estabanada aqui continua aprontando muito para que possam rir ao lembrar! Que cada momento seja eterno. Que a sinceridade dessa amizade seja um exemplo de vida.
Mãe. Não sei se um dia poderei ser. Mas caso possa, quando crescer, quero ser assim!
Parabéns!

“É o estilo de uma grande dama... Ela é a tal, Sei que ela pode ser mil, Mas não existe outra igual
lTalvez me queira bem, Porém faz um bem que ninguém Me faz ..., Porém eu não sei viver sem E fim”
– Chico Buarque

segunda-feira, julho 03, 2006

"Verás que um filho teu não foge a luta" ... SERÁ?

Sorriso dos classificados, choro eliminado.
Uma copa, muitas faces. E muitas fases.
Não vale mais escrever sobre o pouco ou quase inexistente futebol da nossa seleção em seu último jogo. Ausência de garra. Disseram que sobrava talento. O que vi foi sobra de falta de vontade. De acomodação. Estrelas sem brilho. Decepção.
Nada de “o importante é competir!” Nós aqui compramos a briga, queríamos garra, queríamos a taça! Faltou eles fazerem de lá! E não venha cantar “eu, sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...” Gastaram as energias no samba pré-jogo ...
Resultado da sobra de confiança. Fica uma lição. Espera-se.
Agora, nos resta se juntar à torcida lusitana e torcer por Felipão! Que ele possa repetir a emocionante cena do trenzinho e lutar pela taça na final.
Fim da copa para nós. Nosso “carnaval” terminou, mais uma vez. Somos agora mais de mil palhaços no salão.
Alguém escreveu aqui, “one life, live it!”. Meu lema, sempre. Aproveitar cada segundo. Viver cada momento intensamente, como se fosse o último. E foi assim minha copa. Comemoramos até quando estávamos derrotados. Salve, Pula Pula! Salve quentão, forró e bandeirinhas. Porque sem sassaricar essa vida é um nó. Somos da turma do funil: todo mundo bebe mas ninguém dorme no ponto.
Então, pula fogueira Iaiá, ..., São João, São João, acende a fogueira do meu coração...

sexta-feira, junho 30, 2006

Assim Será

Ou não te quer. Ou te quer intensamente. Ou não consegui respirar a seu lado. Ou não respira sem você. Ou não te beija. Ou beija até sufocar. Ou liga incessantemente. Ou passa dias sem ligar. Ou cuida de você. Ou esquece que é preciso cuidar. Ou corre atrás. Ou acha que por você não vale mais lutar.
Ás vezes os relacionamentos são meio assim, bem light, sem cobranças, meio colorido, meio por acaso, movido um pouco a bebida, cigarro, papos-cabeça e sexo esporádico. Será que funciona? Será que tem futuro. Não vamos debater o futuro, não a longo prazo. Penso num futuro de certezas, de sentimentos, de respeito e admiração, de prazer e paixão, de tesão e vontades. Não me venha com o papo de buquê na mão. Não é essa a questão. Penso em cumplicidade e amizade, carinho e desejos. Em dividir questões, dúvidas, pensamentos e idéias. Quero rir até não poder mais, dançar, sem ter hora para parar. Ver filmes, debater o roteiro, criticar o figurino, rir dos aplausos ao final. Quero pipoca no sofá e vinho para acompanhar. Quero vento no rosto, andar na praia, beijos ao mar. Quero viajar sem pensar em voltar. Quero o embalo da rede. Matar a sede na saliva. Quero transformar o tédio em melodia. Quero ter amor, amigos ao redor e boas risadas como trilha sonora.
É isso. Eu quero. Quero “brincar” de ser feliz sem ter hora de parar.

“A recordação vai estar pra sempre aonde eu for, Dança, sol e mar, guardarei no olhar, O amor faz perder encontrar” – das antigas...
“Eu quero a sorte de um amor tranqüilo, Com sabor de fruta mordida. Que ser artista no nosso convívio Pelo inferno e céu de todo dia, Pra poesia que a gente não vive... o corpo inteiro como um furacão Boca, nuca, mão e a tua mente...” - Cazuza