“Podemos sorrir, nada mais nos impede. Cantando alegria de não estarmos sós.
Meu coração carnavalesco, não foi mais que um adereço, teve um dez em fantasia, mas perdeu em harmonia. Quem sabe lutando vou conseguir, com a esperança de aprendiz. Não me negue a vontade de sonhar. Que liberdade, faz minha vontade e deixa como está. Tem que chorar o meu choro. Sorrir o meu riso, sonhar no meu sonho, versar nos meus versos, cantar no meu coro. Não verso seus versos nem marco bobeira. Sentado em trono de rei, ou aqui nessa cadeira, eu já disse eu já falei, que seja qual for a maneira. Quem é bamba não bobeia. Falo por convicção, enquanto houver samba na veia, empunharei meu violão. Um surdo marcando no som da cuíca, a viola pergunta mais não tem resposta, quem rezar por mim que o faça sambando, porque um bom samba é forma de oração. Um bom partideiro só chora versando, tomando com a mão a caipirinha de limão. Cego é quem vê, só aonde a vista alcança. Mandei meu dicionário às favas: mudo é quem só se comunica com palavras. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Na palma da mão, na palma da mão... É o povo que produz o show e assina a direção"
Meu coração carnavalesco, não foi mais que um adereço, teve um dez em fantasia, mas perdeu em harmonia. Quem sabe lutando vou conseguir, com a esperança de aprendiz. Não me negue a vontade de sonhar. Que liberdade, faz minha vontade e deixa como está. Tem que chorar o meu choro. Sorrir o meu riso, sonhar no meu sonho, versar nos meus versos, cantar no meu coro. Não verso seus versos nem marco bobeira. Sentado em trono de rei, ou aqui nessa cadeira, eu já disse eu já falei, que seja qual for a maneira. Quem é bamba não bobeia. Falo por convicção, enquanto houver samba na veia, empunharei meu violão. Um surdo marcando no som da cuíca, a viola pergunta mais não tem resposta, quem rezar por mim que o faça sambando, porque um bom samba é forma de oração. Um bom partideiro só chora versando, tomando com a mão a caipirinha de limão. Cego é quem vê, só aonde a vista alcança. Mandei meu dicionário às favas: mudo é quem só se comunica com palavras. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.
Na palma da mão, na palma da mão... É o povo que produz o show e assina a direção"
*mix de letras de Jorge Aragão, Candeia e Noel Rosa
3 comentários:
Sensacional, lora.
A.P., este teu "pot-pourri" randômico de bambas me fez lembrar um samba do blobo Boêmios do Irajá, d´antiga - que dizia assim: "lêlêlêlêlêlê, quem é boêmio não chora"...
Adorei esses mix que voce bolou, tanta coisa bonita , tanta verdade.Beijos ana
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