quarta-feira, junho 07, 2006

"Se ela dança, eu danço..."

Dizem que na vida, “quem canta, seus males espanta...!” . Vou adaptar a frase para “quem dança, seus males espanta!”. E não tenho como duvidar. Não tem como se sentir triste, sozinho, deprimido, para baixo ou algum sentimento parecido quando se esta dançando. Parece que acalma a alma. Uma sensação de felicidade. Repare que quase todos ao dançar, sorriem.
Ontem tive essa constatação. Primeiro dia de aula. Música no som, dois professores, (tudo bem, nem eram dois negões de tirar o chapéu), dez amigas que se reuniram e nesse momento se tornaram alunas. Impossível não rir. Não se divertir. Uma hora e meia em que tudo parecia estar longe, como se nada pudesse acontecer além daquele quadrado.
Para aqueles que acham que é fácil, que arrisque a primeira aula. Corpo reto, postura, pés juntos, inclinação para frente. Um tal de dois para lá, dois para cá. A paradinha, o um, dois e três. Para frente. Atrás. Agora para o lado. Todos de mãos dadas numa roda e quando se vê, tem gente que vai para direita, gente que vai para a esquerda, um nó. Concentração é mais que fundamental. Sorte que a seleção musical não era tão conhecida nossa, porque se fossemos arriscar cantar e dançar ao mesmo tempo. Tenho pena do professor!
Próxima etapa, dançar em casal. Temos poucos homens na turma, ainda! Então o revezamento tem que ser entre as mulheres. Mas como não confundir os passos das damas e dos cavalheiros?! É, tem isso. Como dizem os bons costumes, na dança também, a dama tem que se fazer de difícil. Não tomar a iniciativa e esperar ser conduzida pelo homem. Segundo o professor, temos SEMPRE que resistir! Até na dança! Acreditem!
O resultado foi positivo. Tanto no bolero como no samba, foram apenas, nossos primeiros passos. Agora temos que seguir com nosso dever de casa e treinar em casa. Essa parte é engraçada. Meu vizinho vai me achar mais pirada do que nunca. Mas é por uma boa causa. Quem sabe ele se anima e entra na dança!
“...Balança sem parar, Arrasta as sandálias, Arrasta até gastar... No canto do cisco, No canto do olho, A menina ainda dança E dentro da menina, Ainda dança, E se você fecha o olho A menina ainda dança, Dentro da menina, Ainda dança, Até o sol raiar, Até o sol raiar, Até dentro de você nascer, Nascer o que há...“

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