segunda-feira, março 05, 2007

A Falta Que Você Faz

Tá difícil de escrever porque está ainda mais difícil acreditar.
Acreditar em uma perda, em função de uma atitude jamais esperada por uma pessoa tão alegre, tão cheia de vida que passava uma sensação de segurança e felicidade. De espontanedade.
Ela levantava o astral, falava alto, ocupava todo o espaço ao redor, mas contagiando com sua maneira de ser.
Vibrava com os outros e torcia por todos.
Ouvia os desabafos, mas acho que seu erro foi nunca desabafar.
Não podemos julgar, apenas tentar entender o que para mim não tem explicação.
Fica um vazio, uma dor e uma série de perguntas sem respostas.
Tem tantas coisas que gostaria que participasse. Soube que te contaram as novidades, mas você sem dúvida alguma fará muita falta.
Fica um silêncio que você jamais deixaria se ainda estivesse aqui.
No meu sonho, você apareceu e pediu, com a voz embargada, desculpas. Mas com muita calma e serenidade, disse estar bem.
Talvez fosse isso. Talvez precisasse de um descanso. Existiam tantas outras maneiras para isso.
As desculpas, não sou eu quem pode dar. Nem sou muito menos, alguém para te julgar. Mas adoraria poder ter dado ajuda. Ah, como adoraria. Todos nós, tenho certeza.
Você viu em uma janela a solução. Nós, um interminável interrogatório.
Passarei seu recado adiante. Fique tranquila.
Agora descanse em paz, e olhe por nós.
Um beijo!

* minha homenagem à amiga Claudia Boechat

5 comentários:

Anónimo disse...

Um beijo pra você, A.P.!

Anónimo disse...

mandou bem: simples e tocante. Todos pensamos assim.

Anónimo disse...

Lilia, obrigada por partilhar estas palavras conosco. Realmente a Ana Paula
conseguiu traduzir perfeitamente o que todos estão sentindo e, nem sempre,
conseguindo expressar tão bem! A impotência diante do fato consumado e não
percebido, fez com que todos nós ficássemos com a sensação de que, de alguma
maneira, falhamos com a Claudinha, pois não soubemos olhar para o lado e
enxergá-la da maneira que era preciso. Por outro lado, achei muito felizes
as palavras do Pastor ao dizer que as circunstâncias em que se deu o
falecimento da Cláudia poderiam nos dizer muitas coisas sobre ela, mas
também poderiam não nos dizer nada! Diz o ditado que é a primeira impressão
a que fica.... Prefiro guardar a imagem da Claudinha que conheci (tão bem
expressa nas palavras da Ana Paula) que, ao final, se resume em uma pessoa
que semeava alegria por onde quer que passasse. O último ato dela, isolado
de todo o mais que ela fez nesta vida, isolado de todas as amizades que ela
cultivou, isolado do apoio que sempre vimos ela dando para sua família,
isolado da capacidade de sorrir e rir mesmo diante das adversidades, não é
suficiente para jogar dúvidas sobre quem ela era e o que fazia aqui! E
aí..... (embora isto seja muiiiitttooooo difícil), não restarão mais
dúvidas, pois todas as respostas já foram dadas pela Claudinha com a sua
vida!

Bjs, Andréa

Anónimo disse...

Aliás, muito bonito!

Beijos,

Mariozim

Anónimo disse...

Paula, que lindo!! Está tudo aí. Você conseguiu traduzir muito bem os nossos sentimentos e emoções com relação a tudo o que aconteceu.
Um beijo.