Uma história triste, sofrida, porém, realidade.
Tão longe às vezes, mas tão perto, se pensar que apenas alguns(nem tão longos) quilômetros a separa de nós.
Não tão extenso é o trecho que separa a zona sul do Rio, de Gramacho.
Como podem viver pessoas em situação tão precária. Como pode ser uma opção de vida ali viver. Como podem ali, se dizer felizes. É de fazer pensar. A mente humana tem subterfúgios para encontrar uma forma de encarar uma realidade insuportável de ser vivida.
Uma frase no início do filme é absurda de tão verdadeira: “Não uso a palavra lixo. Aqui, o que existe são dois tipos de coisas: o resto e o descuido.”
Sempre temos a certeza absoluta de que nossos problemas são de uma grandeza, e que se comparado aos dos outros são sempre maior e de maior importância. Durante os 127 minutos que estive ali sentada, um filminho passava pela minha cabeça. Não o que estava sendo mostrado na tela, mas um filme da minha consciência.
Se aquela pessoa é feliz, tem vida, e sorri depois de tudo o que lhe aconteceu. Como posso, eu, reclamar de alguma coisa nesse momento.
Foram 127 minutos como “se minha cabeça fosse um copo cheio de somrisal, borbulhando.”
Tudo o que é imaginário, existe, é.
Estamira. Eu recomendo.
**********
“A risada é sem dúvida, um grande radar.
Será que a erva é que me faz feliz ou eu que nasci com tendência à felicidade?” - ela diz.
Eu, fico com a segunda opção.
**********
“ ... beijo na nuca deveria ser obrigatório, cabelo bagunçado tem seu charme, socar pessoas devia ser legitimado como forma de apaziguamento dos seres, barba não fica bem em qualquer um; Alguns beijos são infinitamente mais inesquecíveis que outros; alguns olhares são como tiros que te atingem direto no peito e te derrubam na calçada. Psicólogas tem sempre a pergunta mais difícil, e eu tenho o direito de não saber a resposta...” (julieta)
**********
Ele gosta de músicas “estranhas”. Ela gosta de mpb, samba e derivados. Ele adora chope e cervejinha. Ela aprendeu no grupo dele a acompanhar. Ele liga para contar como foi a conversa final. Ela diz saber que ia doer. Ela liga pedindo Engov. Ele oferece sal de frutas. Ela manda mensagem desconexa às 3 da manhã. Ele responde filosoficamente ao meio dia. Ela não lembra, diz não entender. Ao telefone, eles riem. Ela se acha chata, em um dia péssimo. Ele consegue rir de seu mau humor. Ele usa Fructis, ela reprime. O Fructis some, ele acha que ela levou. Ele tem medo de se passar por “cabelereiro”. Ela gargalha. Ele diz que até hoje não acreditava(ou acredita?!) que seja totalmente possível uma amizade entre homem e mulher. Ela acredita que possa acontecer. E ela, aqui, agradece por ser o amigo que é! E lembre-se; ao ouvir música boa no carro, mãos para o alto e batucada! Como sugestão fica: “Eu só não quero cantar sozinho, eu quero um coro de passarinhos(andorinhas?!?! =P). Quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo que precisar. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Eu quero amor decidindo a vida. Sentir a força da mão amiga. O meu irmão com sorriso aberto se ele chorar quero estar por perto. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...”
Tão longe às vezes, mas tão perto, se pensar que apenas alguns(nem tão longos) quilômetros a separa de nós.
Não tão extenso é o trecho que separa a zona sul do Rio, de Gramacho.
Como podem viver pessoas em situação tão precária. Como pode ser uma opção de vida ali viver. Como podem ali, se dizer felizes. É de fazer pensar. A mente humana tem subterfúgios para encontrar uma forma de encarar uma realidade insuportável de ser vivida.
Uma frase no início do filme é absurda de tão verdadeira: “Não uso a palavra lixo. Aqui, o que existe são dois tipos de coisas: o resto e o descuido.”
Sempre temos a certeza absoluta de que nossos problemas são de uma grandeza, e que se comparado aos dos outros são sempre maior e de maior importância. Durante os 127 minutos que estive ali sentada, um filminho passava pela minha cabeça. Não o que estava sendo mostrado na tela, mas um filme da minha consciência.
Se aquela pessoa é feliz, tem vida, e sorri depois de tudo o que lhe aconteceu. Como posso, eu, reclamar de alguma coisa nesse momento.
Foram 127 minutos como “se minha cabeça fosse um copo cheio de somrisal, borbulhando.”
Tudo o que é imaginário, existe, é.
Estamira. Eu recomendo.
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“A risada é sem dúvida, um grande radar.
Será que a erva é que me faz feliz ou eu que nasci com tendência à felicidade?” - ela diz.
Eu, fico com a segunda opção.
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“ ... beijo na nuca deveria ser obrigatório, cabelo bagunçado tem seu charme, socar pessoas devia ser legitimado como forma de apaziguamento dos seres, barba não fica bem em qualquer um; Alguns beijos são infinitamente mais inesquecíveis que outros; alguns olhares são como tiros que te atingem direto no peito e te derrubam na calçada. Psicólogas tem sempre a pergunta mais difícil, e eu tenho o direito de não saber a resposta...” (julieta)
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Ele gosta de músicas “estranhas”. Ela gosta de mpb, samba e derivados. Ele adora chope e cervejinha. Ela aprendeu no grupo dele a acompanhar. Ele liga para contar como foi a conversa final. Ela diz saber que ia doer. Ela liga pedindo Engov. Ele oferece sal de frutas. Ela manda mensagem desconexa às 3 da manhã. Ele responde filosoficamente ao meio dia. Ela não lembra, diz não entender. Ao telefone, eles riem. Ela se acha chata, em um dia péssimo. Ele consegue rir de seu mau humor. Ele usa Fructis, ela reprime. O Fructis some, ele acha que ela levou. Ele tem medo de se passar por “cabelereiro”. Ela gargalha. Ele diz que até hoje não acreditava(ou acredita?!) que seja totalmente possível uma amizade entre homem e mulher. Ela acredita que possa acontecer. E ela, aqui, agradece por ser o amigo que é! E lembre-se; ao ouvir música boa no carro, mãos para o alto e batucada! Como sugestão fica: “Eu só não quero cantar sozinho, eu quero um coro de passarinhos(andorinhas?!?! =P). Quero levar o meu canto amigo a qualquer amigo que precisar. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar. Eu quero amor decidindo a vida. Sentir a força da mão amiga. O meu irmão com sorriso aberto se ele chorar quero estar por perto. Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...”
2 comentários:
Lora,
Não vi o filme, fiquei curioso.
Não tenho a menor dúvida de q vc nasceu com tendência a felicidade!
Sorte do amigo que recebeu essa homenagem. Deve merecer.
bjos
linda a homenagem. ele merece!!!!
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